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Arquivo Mensal setembro 2021

APS FORTE no SUS: no combate à pandemia

Desafiados pela emergência sanitária, os profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) remodelaram os processos de trabalho e perceberam que muitas das inovações implantadas de forma emergencial para responder à pandemia de COVID vieram para ficar. A iniciativa APS Forte no SUS – no combate à pandemia de COVID-19 reuniu experiências de todo o País, executadas por trabalhadores da saúde engajados que, apesar das dificuldades impostas pela nova doença, lutam diariamente para melhorar a oferta e o cuidado em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS).Com o auxílio de tecnologias digitais, as equipes e profissionais da Estratégia Saúde da Família superam diariamente um dos principais desafios da APS nesta pandemia: garantir o acesso aos serviços de saúde. As ferramentas digitais ganham força na agenda para o fortalecimento do SUS, tão bem representadas nesta iniciativa.Foram 1.471 experiências analisadas que mostraram, além da capacidade de liderança e reação rápida da APS – fundamentais para o funcionamento do SUS –, a preocupação em garantir cidadania e efetivação do direito à saúde.
Cita
APS FORTE no SUS: no combate à pandemia. Brasília, D.F.: Organização Pan-Americana da Saúde e Ministério da Saúde; 2021. Licença: CC BY-NC-SA 3.0 IGO. https://doi.org/10.37774/9789275724378.

Imprescindível vacinar todos os adolescentes contra Covid-19

CONASS e CONASEMS reafirmam sua confiança na Anvisa e nas principais agências sanitárias regulatórias do mundo, que afirmam a segurança e eficiência da vacina Comirnaty, da Pfizer, para crianças com 12 anos de idade ou mais.

Também confiam na Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda a aplicação desse imunizante após o término da vacinação dos públicos de risco prioritários.

Abaixo as notas 

Conass e Conasems reforçam a importância da vacinação de adolescentes contra a Covid-19

Nota Cosems RJ Vacinação

Nota ABRASCO

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) vem, por meio desta, se posicionar em relação à vacinação da população de 12 a 17 anos.

  1. A vacina Comirnaty (Pfizer/Biontec) obteve autorização da ANVISA para uso na faixa etária de 12 a 17 anos e foi considerada segura e eficaz para utilização neste grupo populacional, não somente pela ANVISA, mas também por agências reguladoras de vários outros países.
  2. O questionamento relativo à segurança da vacina prejudica o Programa Nacional de Imunização, ampliando o receio em pessoas que já estão hesitando para se vacinar e dificultando a ampliação de cobertura vacinal.
  3. Todos os grupos populacionais que contam com vacinas disponíveis se beneficiam da vacinação, tanto individualmente pela redução dos óbitos e dos casos graves e suas complicações, como coletivamente, uma vez que a ampliação da cobertura vacinal reduz a transmissão da covid-19.
  4. Uma vez que existam vacinas disponíveis para maiores de 12 anos toda a população acima desta idade deve ser vacinada. Há insuficiência de vacinas porque o governo não fez encomendas quando deveria, e por isso a priorização é necessária.
  5. No contexto de escassez de doses de vacina deve ser priorizada a dose de reforço para pessoas com mais de 70 anos e pessoas com imunossupressão, bem como a vacinação completa dos adultos. Entretanto, quando houver disponibilidade de vacinas, a população de 12 a 17 anos também deve ser vacinada.
  6. Adolescentes que já fizeram a primeira dose devem completar o esquema vacinal na data aprazada.
  7. É preciso transparência em relação a projeção de entrega de vacinas, explicitando qual o quantitativo esperado por mês no 4º trimestre do ano.
  8. É necessário transparência em relação aos processos de compra de vacinas para o ano que vem, garantindo diversidade de alternativas e valorizando a produção nacional, tanto da Fiocruz que já está em tratativa, quanto do Butantã.
  9. É importante dar transparência à composição do Comitê Técnico Assessor do Programa Nacional de Imunização e às suas decisões.
  10. O governo federal deve promover ampla campanha de comunicação, utilizando todo os meios, convocando a população para se vacinar e orientando quanto à 1ª dose, 2ª dose e dose de reforço.
  11. A Abrasco apoia as diretrizes da OMS sobre a necessidade de uma distribuição mais equitativa de vacinas para os países de renda baixa e de renda média baixa.

Carta em apoio aos coordenadores de área da CAPES e em repúdio à política de desmonte da pós-graduação no país

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) vem, por meio desta, manifestar apoio à Carta Aberta dos Coordenadores de Área da CAPES que compõem o Conselho Técnico Científico do Ensino Superior (CTC-ES), divulgada em 14 de setembro de 2021.

A ABRASCO solidariza-se com as manifestações de preocupação relacionadas à condução da política de pós-graduação no país pela presidência da CAPES. Além de representar uma nítida ameaça de retrocesso nas práticas e nos processos de avaliação dos programas, particularmente aqueles construídos de forma dialógica com os pares ao longo dos diversos ciclos avaliativos, a atual forma de condução também explicita uma clara tentativa de desmonte da pós-graduação brasileira.

Conscientes do contexto sanitário que temos enfrentado, com impacto em várias esferas da sociedade brasileira, os programas de pós-graduação se reorganizam para continuar formando profissionais de qualidade, assim como têm contribuído, de forma solidária e potente, no enfrentamento dos problemas reais da sociedade brasileira. O contexto adverso ao desenvolvimento da educação, ciência e tecnologia do país, oriundo de um crescente processo de desestruturação de políticas públicas sociais, seja em sua organização, seja em seu financiamento, constitui um movimento de fragilização da ciência em nosso país. A CAPES, como instituição atuante na consolidação da pós-graduação stricto sensu brasileira, sempre teve a postura de trabalhar com pares para o fortalecimento e qualificação dos programas nacionais, estabelecendo ações e medidas para garantir atividades de ensino e pesquisa com qualidade. Assim, nos parece contraditório ações recentes de sua direção, no sentido de desestruturação e fragilização dos processos já em andamento.

Dessa forma, a ABRASCO apoia o teor da referida carta e manifesta seu repúdio a todas as tentativas de retrocesso e de ameaças da atual gestão superior da CAPES ao Sistema Nacional de Pós-Graduação. Além de colocar em risco a credibilidade da própria instituição, tais retrocessos comprometem a expansão, o fortalecimento e a sustentabilidade da pós-graduação do país, duramente conquistados ao longo das últimas décadas.

Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2021

Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO

Fórum de Coordenadores dos Cursos de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – ABRASCO

Fórum de Editores em Saúde Coletiva – ABRASCO

Comitê gestor da Rede APS recebe Rosana Onocko Campos

Na última sexta-feira (10/09), a presidente da Abrasco, Rosana Onocko Campos, participou da reunião do Comitê Gestor da Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde, que aconteceu virtualmente. Os coordenadores  Ligia Giovanella e Luiz Augusto Facchini, juntamente com outros membros do comitê, receberam Rosana com uma breve apresentação sobre a história e as atividades desenvolvidas em 11 anos da Rede APS, e os projetos que estão em andamento. 

Rosana expôs algumas das ações que pretende desenvolver durante a sua gestão, como estabelecer conexões mais fortes entre as diferentes organizações internas da Abrasco, como comitês, comissões, GTs e a própria Rede APS. Reforçou o orgulho e a potencialidade dos integrantes de toda a Abrasco:  “Quando nos conectamos todos, produzimos um trabalho riquíssimo para o Brasil, e pensar no futuro é o que nos fortalece”. A presidente da Abrasco também afirmou que, neste momento, precisa-se avançar na produção de um documento orientado à reconstrução do país, do SUS e da Atenção Primária à Saúde.

Artigo em destaque: The quality of alternative models of primary health care, and morbidity and mortality in Brazil: a national longitudinal analysis

Pesquisa em processo de publicação no periódico The Lancet Regional Health–Américas revela que o aumento da qualidade da APS relacionado com o modelo da Estratégia Saúde da Família está associado a reduções nas hospitalizações por doenças maternas e hanseníase e a reduções na mortalidade por diabetes e doenças cardiovasculares em municípios brasileiros.

Trata-se de um estudo longitudinal observacional desenvolvido com dados de 5.411 municípios, no período 2000-2014, por meio de análises de regressão em painel. Analisaram-se como proxys para a qualidade da APS: (i) a proporção de consultas realizadas por médicos e enfermeiras altamente qualificados na ESF para cada uma das variáveis desfecho, i.e., hospitalizações e taxas de mortalidade por diabetes, doenças cardiovasculares (DCV), tuberculose, hanseníase e causas perinatais e maternas; e (ii) a proporção de visitas de ACS que trabalham em equipes multidisciplinares da ESF. Ajustaram-se potenciais fatores de confusão.

A pesquisa revelou que o aumento de um ponto percentual na proporção de consultas de atenção primária realizadas no PSF/ESF estava associado a 0,019 (IC 95%: -0,034, -0,003) menos mortes por diabetes por 100.000 habitantes. Isso corresponde à diminuição relativa de -0,08% na taxa média de mortalidade municipal por diabetes durante o período de análise. Adicionalmente, o aumento de um ponto percentual na proporção de visitas de ACS no PSF/ESF estava associado a 0,025 (IC 95%: -0,050, -0,001) menos mortes por DCV por 100.000 habitantes, o que representa diminuição relativa de -0,03%. O aumento de 47,1 pontos percentuais na proporção de visitas de ACS do PSF/ESF durante o período corresponde à redução de -1,4% na mortalidade por DCV. Não foi encontrada nenhuma associação significativa com mortalidade por outras causas.

No que diz respeito às hospitalizações, o aumento de um ponto percentual na proporção de consultas de APS realizadas no PSF/ESF foi associado a 0,29 (IC 95%: -,055, -0,002) menos hospitalizações por hanseníase por 100.000 habitantes. Isso representa redução relativa de -1,1% e se traduz na redução de -12,5% nas hospitalizações por hanseníase, dadas as mudanças médias durante o período. Além disso, o aumento de um ponto percentual na proporção de visitas de ACS do PSF/ESF foi associado internações por causas relacionadas à maternidade por 1000 nascidos vivos. Isso se traduz na redução relativa de -0,09% e, dadas as variações médias, na redução de -4,3% na taxa de internação por condições relacionadas à maternidade no período. Nenhuma associação significativa com hospitalizações por outras causas foi encontrada, embora os tamanhos do efeito para DCV indiquem associações positivas com a qualidade da APS.

Os resultados da pesquisa sugerem que a associação entre o aumento da qualidade da APS com o modelo de atenção da Estratégia Saúde da Família pode gerar ganhos em saúde. Características da ESF tais como cuidado integrado com profissionais de saúde altamente qualificados atuando em equipes multiprofissionais e ACS incorporados nas equipes e com boa supervisão melhoram a qualidade e a eficácia dos serviços e fortalecem as atividades de prevenção, promoção e educação em saúde. A prevenção do desenvolvimento e da exacerbação de DCV e diabetes e a prevenção de internações por doenças maternas e hanseníase exigem atenção integral que considere diversos fatores de risco, atenção pré-natal de qualidade, diagnóstico precoce e acesso a tratamento. As caraterísticas da ESF favorecem esse processo de cuidado integral e integrado com as equipes multiprofissionais, onde o ACS desenvolve um papel muito importante.

Acesse o artigo na integra no link https://doi.org/10.1016/j.lana.2021.100034

Referência

Mrejen M, Rocha R, Millett C, Hone T. The quality of alternative models of primary health care and morbidity and mortality in Brazil: a national longitudinal analysis, The Lancet Regional Health – Americas, 2021; p. 100034-100034, ISSN: 2667-193X. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.lana.2021.100034 Acesso: 1 set 2021

Por: Diana Ruiz, doutoranda que contribui com a Rede APS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

#7setembro – Pela vida, pela nação, pela democracia

Ocupar as ruas, as redes e as mentes no 7 de setembro de 2021, mais do que fortalecer as legitimas lutas do povo brasileiro é acima de tudo a luta da VIDA contra a MORTE, não é uma pauta personalizada, nem tampouco partidária. É a expressão de uma frente ampla que aponta o #ForaBolsonaro como imperativo para a salvar vidas, a democracia e a nação.

Confira o documento na íntegra

O 7 de setembro do povo brasileiro – vai coincidir com o tradicional Grito dos Excluídos e das Excluídas, realizado anualmente no Dia da Independência pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Neste ano, ao alcançar 27ª edição, o Grito apresenta como lema “Na Luta por Participação Popular, Saúde, Comida, Moradia, Trabalho e Renda Já”, fortalecendo a luta por um projeto nacional emancipador, popular e progressista.

Esse 7 de Setembro do povo é aberto a todos aqueles que estão ainda mais indignados com as denúncias de corrupção reveladas pela CPI da Covid. Ainda antes da instalação, em abril, da Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado, todos já sabíamos que Bolsonaro era um mensageiro da morte, um agente do vírus, o principal porta-voz do negacionismo no território brasileiro. Mas o pior é que tudo isso acabava por acobertar interesses escusos na crise sanitária: faturar milhões com esquemas de corrupção relacionados à compra da vacina, em negociatas envolvendo gestores do Ministério da Saúde, militares e outros intermediários bolsonaristas.

O quinto grande ato pelo impeachment do presidente é, acima de tudo, uma epopeia suprapartidária, democrática e civilizatória, como  o movimento abolicionista ou as Diretas Já.  A sociedade está profundamente sensível após carregar os dramas de dezoito meses de pandemia, temores, perdas e um futuro incerto. O pior governo a enfrentar esta tragédia foi o brasileiro, tanto no aspecto sanitário como no econômico. Quem anda pelas ruas vê a miséria entristecendo os rostos, famílias inteiras vivendo nas calçadas.

Um presidente que comete crimes contra a vida, contra o Estado brasileiro, contra o erário, contra o meio ambiente e principalmente contra a democracia e a Constituição, que comete crimes de responsabilidade. Neste 7 de setembro às avessas de Bolsonaro é preciso resgatar o sentido de nossa tão cara independência.

Recuperar os valores que Bolsonaro tenta destruir. É preciso constituir força social e política para que o parlamento brasileiro de a resposta, a resposta fundamental: o IMPEACHMENT JÁ, pela Vida, pela Nação, pela democracia.