19 de novembro de 2025.
271-286 Distribuição Espacial da Vacinação: Impacto na Morbimortalidade e Custos Hospitalares em Idosos Brasileiros
Lucimara Garcia Baena Moura, Fernanda Shizue Nishida Carignano, Luara Baena Moura, Ana Júlia Virgínio dos Santos, Andreia Nunes Almeida Oliveira, Rosângela Nunes Almeida
Introdução: O envelhecimento populacional no Brasil tem impactado significativamente a saúde pública, aumentando a incidência de doenças respiratórias em idosos. A vacinação contra Influenza é uma estratégia essencial para reduzir complicações graves e custos hospitalares. No entanto, há variações regionais na cobertura vacinal e na morbimortalidade, tornando necessária uma análise aprofundada sobre essa relação. Objetivo: Avaliar a distribuição espacial da cobertura vacinal contra Influenza e seu impacto na morbimortalidade por doenças respiratórias em idosos brasileiros entre 2010 e 2019, além de analisar a relação entre vacinação e custos hospitalares. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico, com abordagem quantitativa, utilizando dados do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram analisadas 3.890.740 internações por doenças respiratórias, com informações extraídas do Sistema de Informação Hospitalar (SIH-SUS) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). A correlação entre cobertura vacinal, custos e mortalidade foi avaliada pelo teste de Spearman. Resultados: A pneumonia foi a principal causa de internação (61,50%), afetando principalmente idosos acima de 80 anos (35,78%). O custo médio das internações por habitante foi de R$31,60, com variações regionais significativas. A cobertura vacinal variou entre 85% e 100%, sendo menor na Bahia e maior no Distrito Federal e Goiás. A análise apontou correlação negativa entre maior cobertura vacinal e menores custos hospitalares (-0,903; p < 0,001), mas uma correlação positiva entre cobertura vacinal e taxa de mortalidade (0,939; p < 0,001), possivelmente devido à imunossenescência. Conclusão: Os achados reforçam a importância da vacinação na redução dos custos hospitalares, mas indicam desafios na sua eficácia para idosos de idade avançada. Políticas públicas devem considerar estratégias complementares para melhorar a proteção desse grupo, incluindo vacinas aprimoradas e maior acesso à atenção primária.
Disponível em: https://apsemrevista.org/aps/article/view/362/185
263-270 Fatores de Risco de Infecção por Sars-Cov-2 em Profissionais de Saúde de Campinas: Um olhar sobre a Atenção Primária
Taniella Carvalho Mendes, Maria Rita Donalisio, Andreia Paula Bruno Von Zuben
Objetivos: estudar fatores de risco de infecção por Covid-19 em amostra de profissionais de saúde da atenção primária vacinados do Distrito de Saúde Sudoeste -Campinas, SP. Métodos: estudo com delineamento caso-controle teste negativo para analisar a associação de variáveis sociodemográficas, epidemiológicas, ocupacionais e comportamentais em profissionais com teste positivo para SARS-CoV-2 (casos) e em profissionais com teste negativo (controles), no período de março de 2021 a julho de 2022. Após análise bivariada, foi ajustado modelo de regressão logística múltipla. Resultados: As variáveis associadas à positividade dos testes foram a existência de familiar com sintomas gripais no domicílio e frequentar mais de dois locais com outras pessoas. Destaca-se a circulação da infecção em profissionais vacinados e entre os com antecedente de Covid-19, associado à circulação da variante viral Ômicron. Como fator de proteção encontramos antecedente positivo de Covid-19 antes dos sintomas respiratórios analisados. Conclusão: o principal local de contágio dos profissionais de saúde foi domiciliar e em atividades sociais e não no ambiente de trabalho. A infecção prévia pelo SARS-CoV-2 sugere ser um fator protetivo às novas infecções.
Disponível em: https://apsemrevista.org/aps/article/view/350/183
251-262 Práticas Humanizadas na Atenção Primária: Perfil dos Profissionais e sua Relação com o Direito à Saúde
Rosângela Nunes Almeida, Andreia Nunes Almeida Oliveira, Ana Carla Marques da Costa, Daniela Reis Joaquim de Freitas, Antonio Rosa de Sousa Neto, Alison de Sousa Moreira, Gabriel Fernando Oliveira Ferreira, Rubenilson Luna Matos, Paula Gabriella Pereira dos Santos
Introdução: A humanização é destacada como um elemento essencial para um atendimento integral, autônomo e corresponsável, promovendo uma assistência mais digna e eficaz. Objetivo: Caracterizar as práticas humanizadas desenvolvidas por profissionais da APS,enfatizando sua importância na garantia do direito à saúde. Metodologia: Trata-se de um estudo avaliativo, descritivo e exploratório, de abordagem qualitativa, realizado em quatro Unidades Básicas de Saúde (UBS) de um município do nordeste brasileiro, com 16 profissionais, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos/auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semi-estruturadas, analisadas conforme a técnica de Análise de Conteúdo de Bardin. Resultados: Revelou-se que os profissionais compreendem a importância da humanização no cuidado, destacando o acolhimento, a escuta ativa e o respeito às necessidades individuais como práticas fundamentais. No entanto, barreiras como a sobrecarga de trabalho, a alta demanda de atendimentos e a falta de recursos dificultam a implementação efetiva dessas ações. Identificou-se também um desconhecimento da Carta dos Direitos dos Usuários do SUS por parte dos profissionais, o que evidencia a necessidade de maior disseminação dessas informações. Considerações finais: Enfatiza-se que a humanização na APS é um processo contínuo que demanda esforços conjuntos entre gestores, profissionais de saúde e usuários. O fortalecimento dessas práticas, aliado ao respeito pelos direitos dos usuários, é primordial para garantir uma assistência de qualidade, contribuindo para a integralidade do cuidado e a promoção da saúde.
Disponível em: https://apsemrevista.org/aps/article/view/347/182
236-243 Percepção dos médicos sobre os efeitos colaterais permanentes do Covid e seus desafios para a segurança do paciente no contexto da Atenção Primária à Saúde
Cassiane Silocchi, José Roque Junges
Este estudo teve por objetivo conhecer a percepção dos médicos sobre os efeitos colaterais permanentes do Covid e seus desafios para a segurança do paciente no contexto da Atenção Primária à Saúde. Para isso, foi escolhida a análise temática, tendo como matriz teórica a hermenêutica, que incluiu a realização de quatro entrevistas com médicos que atuam na Estratégia de Saúde da Família. Os principais efeitos colaterais permanentes do Covid percebidos pelos profissionais foram as alterações na função respiratória, transtornos mentais, piora na condição cardíaca e síndrome da fadiga crônica. Além disso, a pesquisa apontou que a sobrecarga profissional, a falta de capacitação e a dificuldade de acesso à Rede de Atenção à Saúde (RAS) interferem na cultura de segurança. Faz-se necessário, a implementação de ações importantes para melhorar a segurança do paciente, como: educação permanente, comunicação efetiva entre os diferentes níveis da RAS e organização dos processos de trabalho.
Disponível em: https://apsemrevista.org/aps/article/view/340/180
226-235 Toxoplasmose Gestacional sob o Ponto de Vista das Gestantes de Uberlândia, Minas Gerais
Rejane da Silva Melo, Thays Peres Brandão, Karine Rezende de Oliveira
A pesquisa buscou compreender os aspectos que abrangem o conhecimento e as condutas de orientação e prevenção acerca da toxoplasmose durante o pré-natal na perspectiva das gestantes. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário quantitativo, com gestantes que estavam realizando acompanhamento de pré-natal, no período de fevereiro de 2024 a maio de 2024, na Atenção Primária em Saúde do município de Uberlândia. A análise dos dados foi através do software Jamovi® e a pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Uberlândia. Participaram da pesquisa 227 gestantes, com média de idade 27,6 ± 6,1 anos, 50,2% (114/227) possuem ensino médio completo. O baixo nível de escolaridade contribui para dificuldades de compreensão e autocuidado. Sugerimos um fluxograma que considere o nível de escolaridade, para que todos os profissionais da APS saibam como orientar as gestantes sobre toxoplasmose gestacional, abordando sobre profilaxia e importância do acompanhamento pré-natal.
Disponível em: https://apsemrevista.org/aps/article/view/349/179
244-250 Uso das Abordagens Educativas e Preventivas nas Práticas de Educação em Saúde Bucal com Pré-Escolares de uma Comunidade do Recife: um Relato de Experiência
Lívia, Edivânia
A educação em saúde, no contexto da saúde bucal, apresenta-se como uma importante estratégia para a troca e a multiplicação de conhecimentos, saberes e práticas, proporcionando maior autonomia e empoderamento dos sujeitos. Assim, este estudo objetivou descrever a aplicabilidade das modalidades educativas e preventivas no processo de trabalho de uma equipe de Saúde Bucal (eSB) da Estratégia de Saúde da Família (ESF) com pré-escolares. Trata-se de uma pesquisa descritiva, do tipo relato de experiência, sobre as práticas de educação em saúde bucal planejadas e vivenciadas pela eSB e por uma discente em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), localizado em uma comunidade da zona sul do Recife/PE. O estudo apontou que as ações em saúde bucal, utilizando tanto a metodologia educativa quanto a preventiva, acabam somando estratégias eficazes para o incentivo à adoção de hábitos saudáveis.
Disponível em: https://apsemrevista.org/aps/article/view/325/181