Ao longo de três décadas, a Estratégia de Saúde da Família (ESF) se consolidou como modelo estruturante da Atenção Primária no Sistema Único de Saúde (SUS). Entretanto, alterações na Política Nacional de Atenção Básica, no financiamento e na organização das equipes impactaram o apoio matricial e o trabalho colaborativo.
A Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Rede APS) lançou a Nota Técnica nº 3 – Estratégia Saúde da Família e Interprofissionalidade: desafios do trabalho em equipe e suas interfaces com as Equipes Multiprofissionais.
O documento analisa a trajetória do trabalho multiprofissional na APS brasileira, revisita o papel do Nasf e das e-Multi, discute as mudanças normativas recentes e examina os desafios colocados à consolidação da interprofissionalidade no âmbito da ESF.
Com a instituição das equipes multiprofissionais (e-Multi), em 2023, reabre-se o debate sobre a integração entre equipes, o fortalecimento do matriciamento e a necessidade de institucionalização da Educação Interprofissional.
A Nota Técnica destaca que a interprofissionalidade não se resume à ampliação de categorias profissionais, exigindo:
- Organização compartilhada do processo de trabalho
- Comunicação horizontal entre profissionais
- Educação permanente
- Financiamento adequado
- Integração efetiva entre eSF e e-Multi
A Rede APS reafirma que a consolidação da interprofissionalidade é estratégica para garantir integralidade, equidade e qualidade do cuidado na APS.
Acesse a Nota Técnica nº 3 na íntegra no site da Rede APS:
[https://redeaps.org.br/informativos-e-noticias/notas-tecnicas-da-rede-aps-da-abrasco-2026/14759/]
Boletim elaborado por Kimielle Cristina Silva, Instituto René Rachou, Fundação Oswaldo Cruz, Belo Horizonte, Minas Gerais.Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde–Abrasco
Rio de Janeiro, 25 de maio de 2026.