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Atividades da Rede

Destacamos abaixo as atividades da Rede APS no ano de 2020

Atividades online  – Período da pandemia de Covid-19

 

ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES  EM 2020

3º Seminário 2020 da Rede APS Eficiência da Atenção Primária – Uma Agenda de Debates  e retrospectiva

Data:

Programação: 

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Vigésima terceira reunião virtual comitê gestor

Data: 27/11

Pauta: Organização e divulgação do 3º Seminário 2020 da Rede APS Eficiência da Atenção Primária – Uma Agenda de Debates  e retrospectiva/balanço das ações da Rede APS durante o Ano de 2020

Tópicos a tratar: Apoio na divulgação do comitê , apresentação do trabalho da Rede em 2020 

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Vigésima segunda reunião virtual comitê gestor

Data: 13/11

Pauta: Avaliação da programação do 3 Seminário da Rede APS 

Tópicos a tratar: Allan e Aluísio apresentaram proposta dos temas e possíveis convidados. Após discussões de temas e abordagens será feito uma nova reunião no dia 17 para fechamento da programação.

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Vigésima primeira reunião virtual comitê gestor

Data: 23/10

Pauta: Reflexões sobre o colóquio, participação de todos, balanço das apresentações e discussões

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ÁGORA – Colóquio –  Impactos do novo financiamento da APS no SUS

data: 14/10 –  Horário: 15h às 17:30h                                   

Abertura: Gulnar Azevedo e Silva (Abrasco)                

Análise do impacto financeiro do Programa Previne Brasil nos municípios Fluminenses e em cidades com mais de 500 mil habitantes  

José Luiz Paiva (assessor técnico, COSEMS-RJ)                                   

Financiamento do SUS – Grazielle David (doutoranda economia da Unicamp)                      

Financiamento da APS –  Leonardo Villela (Assessor CONASS)                                                                                                                                                                 

Comentários : Claunara S. Mendonça (UFRGS/GHC), Maria Inêz Padulla Anderson (SBMFC)-, Lígia Giovanella (ENSP/FIOCRUZ) e Lúcia Souto (Cebes)

Coordenação: Luiz Augusto Facchini (Rede de Pesquisa em APS da Abrasco e UFPel) 

Assista em https://www.youtube.com/watch?v=mGxYNBAH-EY&feature=youtu.be

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Vigésima reunião virtual comitê gestor

Data:09/10/2020

Pauta: Preparação para ÁGORA do dia 14/10

Tópicos a tratar: Sugestão aos comentaristas de possível abordagem, como será gestão do tempo, participação do comitê

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Décima nona reunião virtual comitê gestor

Data: 25 de setembro

Pauta: Balanço de atividades realizadas na Rede APS e novas ações

Tópicos a tratar

  1. Vídeos: Contribuição da Rede de Pesquisa em APS da Abrasco em apoio à educação permanente para agentes de saúde no enfrentamento da Covid-19, promovida pelo Conass e o Conasems
  2. Ágora Impactos do novo financiamento da APS no SUS 14 de outubro quarta feira 15h-17h
  3. Resultados da pesquisa “Desafios da Atenção Básica no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no SUS”– Produção de relatórios e artigos
  4. APS em Revista

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4.08.2020 – Colóquio: Como a APS está enfrentando a pandemia de Covid-19 no Brasil

Relatório Disponível no link https://www.youtube.com/watch?v=ICJhe3SIHiI

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Décima oitava reunião virtual comitê gestor

Data: 25 agosto 2020

Pauta: Discutir ideias para apoiar capacitações do CONASEMS/CONASS para ACS

Propósito dos vídeos: formação de facilitadores do COSEMS e CONASS, para formação de ACS

Temas:

  1. Vídeo de referência da Rede APS: A APS no enfrentamento da Covid-19;
  2. Proteção dos profissionais e dos usuários
  3. Mascaras e EPI: importância da mascara o tempo inteiro – melhor mascaras mais efetivas, mas qualquer mascara é melhor do que nenhuma; composição de EPIs
  4. Visita peridomiciliar e Cadastramento – sobretudo agora que envolve o financiamento das equipes
  5. Metodologia pedagógica: Como conduzir o processo educativo junto às equipes – valorizar problematização voltada para a construção compartilhada de soluções para as várias situações
  6. Teleatendimento e Continuidade de cuidado de crônicos

  7. Vigilância de casos e contatos, Monitoramento e Testagem

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Décima sétima reunião virtual comitê gestor

Data: 18 agosto 2020

Pauta: Colaboração com CONASEMS e CONASS para processo de capacitação, Resultados da pesquisa da Rede – grupos e temáticas para produção de artigos e Discussões e perspectivas sobre a organização da Rede e próximas atividades

Colaboração com CONASS e CONASEMS para processo de capacitação

Ainda que, no começo da pandemia todo o foco esteve nos hospitais, agora está se trabalhando em fortalecer a APS e o papel dos ACS. CONASS e CONASEMS estão planejando fazer capacitações curtas e objetivas, pelo Zoom, com até 30mil pessoas, nos 21 estados onde está se implementando o Guia.

Maria Evangelista apontou que a Rede APS pode contribuir ajudando a pensar como chegar em todos os ACS, levando em conta as dificuldades de acesso à internet existentes em muitos locais do Brasil e a dificuldade para chegar em 5 estados que não aderiram ao Guia .A proposta de Maria Evangelista é que os pesquisadores da Rede façam vídeo aulas onde abordem vários tópicos de importância para o enfrentamento da Covid-19. 

Resultados da pesquisa da Rede – grupos e temáticas para produção de artigos

O relatório da pesquisa já está quase pronto, tem 86 páginas; Os pesquisadores apresentaram algumas propostas de possíveis artigos;

Discussões e perspectivas sobre a organização da Rede e próximas atividades

Convocar todo os integrantes do comitê gestor e pedir mais participação;

Em setembro as reuniões passarão a ser quinzenais.

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Décima sexta reunião virtual comitê gestor

Data: 11 agosto 2020

Pauta: O trabalho dos ACS e da CONACS

Convidadas: Márcia Valéria Morosini e Angélica Fonseca – Fiocruz e 

Ilda Correia da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (CONACS)

Pauta: “Monitoramento da saúde e contribuições ao processo de trabalho e à formação profissional dos Agentes Comunitários de Saúde em tempos de COVID-19” e “Nota Técnica sobre trabalho seguro, proteção à saúde e direitos dos ACSs no contexto da pandemia de Covid-19” publicada no Observatório Covid Fiocruz .

Os objetivos são: analisar as repercussões da Covidu-19 sobre a saúde das trabalhadoras e trabalhadores ACS; caracterizar as condições de trabalho; colocar em discussão a formação profissional ofertada aos ACS neste contexto especifico.

A proposta de elaboração da pesquisa foi realizada em março, no dia 28 de abril foi aprovada no comité de ética CEP-EPSJV e no dia 28 de maio iniciou a primeira etapa da coleta de dados. Espera-se iniciar a segunda etapa de coleta de dados no dia 14 de agosto e a terceira etapa em 3 de outubro.

Algumas estratégias implementadas para a viabilização da pesquisa foram: parceria com o ICICT para a produção do websurvey e banco de dados; contato com os sindicatos dos ACS em cada cidade –mobilização dos ACS; carta de anuência emitida pelos sindicatos; contratação de bolsistas para acompanhamento.

Para acessar os sujeitos da pesquisa foi enviado o formulário para os celulares dos ACS e foram enviadas mensagens estimulando o encaminhamento do convite para outros ACS residentes no mesmo município. Para as etapas 2 e 3 os bolsistas entrarão em contato com os ACS da amostra.

Sobre o instrumento a pesquisadora destacou que é um formulário digital, auto instrucional, com predomínio de perguntas fechadas, de preenchimento muito rápido porque nem todos os ACS têm acesso a celulares ou plano de dados.

O instrumento contempla 4 eixos: perfil, acesso a EPI, aspectos específicos da condição de saúde do ACS no contexto da pandemia, formação profissional do ACS para atuação nesta conjuntura.

Ilda concordou com os resultados da pesquisa em relação à falta de atividades de formação especifica para atuar na pandemia por parte dos municípios. Unicamente têm as atividades oferecidas pelo Ministério da Saúde, mas não tem nenhum incentivo da gestão para que os ACS participem desses cursos online, levando em conta que nem todos tem acesso a celular ou internet.

Ilda continua sua apresentação falando das formas de organização dos ACS. Ela destacou que o trabalho dos ACS iniciou como sendo um programa de governo, mas nesses 30 anos conseguiu-se com muita luta e organização muitos avanços. Foram criadas as associações de ACS por municípios, posteriormente por estados, formaram as federações e mais adiante a Confederação. Essa organização tem conseguido muitos ganhos, no entanto continuamente estão recebendo pressões que tentam diminuir essa força. Ainda, têm vínculos laborais muito precários, tem muitas lutas ainda, a CONACS ainda está longe de atingir seus objetivos maiores que tem a ver com a valorização dos ACS.

Ilda também salientou que em Maracanaú e muitos outros municípios, no início da pandemia, os ACS foram afastados do seu trabalho o qual pode ter afetado o cuidado dos usuários. Destacou também a importância da atuação dos ACS não simplesmente na redução da mortalidade infantil, senão no contato mais de perto com os usuários. E finalizou a sua apresentação apontando algumas lutas atuais da categoria como o piso salarial e o curso técnico para ACS.

Será divulgado um boletim sobre a pesquisa.

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Décima quinta reunião virtual comitê gestor

Data: 28/07

Pauta: Pesquisa da Rede Desafios da APS no enfrentamento da Covid-19

A pesquisa foi no ‘Estilo Covid’, extremamente rápida: menos de três meses entre aprovação do Comitê de Ética (03.05) e apresentação dos primeiros dados (04.08)

Coordenação: Aylene, Ligia, Guadalupe, Maria Helena, Facchini, Tasca

Para análise de dados chamaram 4 pessoas mais:Duas do comitê: Fúlvio e Rosana/Duas de fora: Paulo e Juliana

Para trabalhos ulteriores com dados todos os membros do Comitê estão benvindos a participarem

Ideia inicial e de fazer um artigo mais geral e vários outros mais específicos

Vão compartilhar o relatório para todo mundo poder explorar os dados, tem imensas possibilidades para aproveitar ; Vamos criando grupos de trabalho entre as pessoas do Comitê

Encaminhamentos:

Divulgação do Colóquio

todos integrantes do comitê – divulgar nos seus programas/instituições

Divulgar para todos os que foram convidados para participar da pesquisa

Divulgar para associações profissionais/ pedir aos nossos representantes

Gonzalo vai estar na discussão como debatedor

Fazer relatório da reunião com os comentários e sugestões para a apresentação e aproveitamento dos dados e enviar para todo o Comitê

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Décima quarta reunião virtual comitê gestor

Data: 21/07

Pauta: Guia orientador para o enfrentamento da Covid-19 na Rede Atenção à Saúde

Convidada: Maria Evangelista CONASS

No Conass pegaram diferentes manuais e materiais e os concentraram num único local e acrescentaram outras coisas. Esse guia se atualiza constantemente, sempre que for necessário. O guia inclui diferentes pontos da rede de atenção: APS, maternidades, urgências e emergências, hospitais. A ideia é que todos os pontos se organizem, que não fechem que se organizassem. A ideia é criar fluxos diferenciados: um para a atenção da síndrome respiratório, outro para idoso, outro para condições crônicas.

O Conass tem um grupo que visitava diferentes regiões fazendo tutoria, agora não é possível, mas decidiram fazer a distância e tem dado certo. As unidades que já faziam planejamento, que já estavam organizadas estão respondendo com menos dificuldades.

O Conas tem 240 apoiadores para dar apoio aos gestores na gestão e tem outro grupo de facilitadores e consultores mais voltado para atenção, eles iam até a equipe para fazer tutoria sobre o planejamento e monitoramento mensal. Esses dois grupos se juntam com o grupo nacional, e também com outro grupo pequeno do painel de monitoramento e fizeram o lançamento do guia. Escolheram Sergipe por ser um estado pequeno, então era mais fácil de implantar e monitorar.

Se reúnem e fazem o planejamento, este processo facilita que as pessoas compartilhem o que fizeram para fazer junto e compartilhar aprendizados.

Será produzido um artigo e boletim com o tema.

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Décima terceira reunião virtual comitê gestor

Data: 14/07

Pauta: Enfrentamento  da Covid-19 em hospital  São João, do Porto  e Experiência da Equipe 22 (Equipe azul) UBS 3 – Recanto das Emas – Brasília

Convidados:  Dra. Patrícia Ferreira, médica  e Vinicius Ximenes – MFC – integrante dos Médicos e Médicas Populares

Dra. Patrícia:

Sobre fluxos de atendimento:

Alguns centros de saúde foram encarregados de atendimento Covid-19, todos os sintomáticos respiratórios eram encaminhados para eles

Os mais graves vistos nas urgências hospitalares, incluindo os que não tinham um centro de saúde de referência ou estavam fora do lugar de residência

Doentes mais graves enviados para hospitais da periferia

Depois da alta hospitalar continuam sendo acompanhados pelo médico de família (ainda que a maioria sai do hospital com teste negativo)

Sobre vigilância e busca ativa:Consideram contato quem esteve em um espaço fechado a menos de 2m por mínimo 15min com um caso. Os contatos próximos são identificados pela unidade de saúde que está acompanhando o caso

Sobre APS:

Seguimento em casa: vigilância dos sintomas/agravamento

Protocolo da APS para pacientes graves que se recuperaram da Covid-19 existe desde antes da pandemia: qualquer paciente saindo de hospitalização, necessitando de um seguimento médico, é seguido pelo médico de família de referência.

Vinicius Ximenes – MFC – integrante dos Médicos e Médicas Populares 

Experiência da Equipe 22 (Equipe azul) UBS 3 – Recanto das Emas, a 35km do centro de Brasília; Mais ou menos 4mil pessoas por equipe – 7 equipes, algo menos de 30mil pessoas – Estimativa de 4800 pessoas para a equipe 22 – das quais umas 1000 sem teto; Vários profissionais afastados por saúde – situação difícil; Em Brasília o papel dos ACS for flexibilizado ao longo do tempo. Inicialmente o ACS tinha que morar na área de abrangência. Depois flexibilizaram dizendo que não precisava mais. Portanto, os próprios ACS as vezes não conhecem a população; Quando chegou achou as condições de trabalho ótimas, com muitos mais recursos dos que estava acostumado na Paraíba, mas depois percebeu um distanciamento do dia a dia das equipes do território. As outras equipes não sabem o número de população que atendem;

No passado tentou-se implantar na caneta o modelo ESF, sem construção social, e quando chegaram as crises acabou mal. Desde que chegou enfrentaram três crises, cada uma ajudou a quebrar algum tabu:

A Residência e internato tem trazido um processo de aprendizado para os profissionais das unidades

Muitos profissionais, já com medo do território por falta de familiarização, ficaram ainda mais com medo – Ainda está tendo resistência por parte da equipe para fazer as visitas peridomiciliares, conseguiu abordar uma parte do medo, mas ainda têm medo; Muitos profissionais tiveram que se afastar; Colocaram os ACS no acolhimento na frente e Saúde bucal e NASF em apoio na triagem

Lições aprendidas:

Inovações: precisamos inovar no acolhimento, virou muito burocrático, sinônimo de salinha para fazer triagem; Começa a haver inovações nos processos de trabalho em equipe, em relação ao atendimento; Consultas compartilhadas: radicalizando – fazer todo o processo juntos, em vez que só chamar por uma opinião. Em equipe conseguiram ser outra performance; Atendimento remoto (não tão estruturado como na experiência de Portugal, mas estão fazendo como puderem); Precisamos apoiar mais os ACS para ficar mais cientes do qual é o papel deles, qual é a história deles (hoje em dia tem jovens da área urbana que ganham um concurso mas não entendem qual é o significado desse trabalho)

Encaminhamentos:

Sobre pesquisa: Elaine está conversando com Uruguai, eles estão querendo fazer um estudo comparativo, eles também fizeram uma coleta de dados (questionário telefónico com profissionais de enfermagem) com muitas respostas. Amanhã vão fazer uma primeira rodada de apresentação dos resultados da pesquisa uruguaia.

Próxima semana: convidada Maria José – sobre ações do CONASS na pandemia

Aylene e Facchini primeiros resultados da pesquisa feita online com profissionais e gestores da APS

no dia 29.07 Facchini vai fazer uma Ágora sobre ProfSaúde, vai apresentar no geral resultados da pesquisa;

05 de agosto: proposta a ABRASCO de uma Ágora para apresentar resultados da pesquisa.

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Décima segunda reunião virtual comitê gestor

Data: 06/07

Pauta: Movimento o SUS nas Ruas

Convidados:

Eymar Vasconcelos – Universidade Federal da Paraíba, grupo de educação popular da ABRASCO, Movimento SUS nas ruas

Simone Leite – Coordenação do Movimento Popular de Saúde Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular em Saúde, membro do Conselho Nacional de Saúde

Ilda Angélica – Agente Comunitária de Saúde atuante em Ceará, Presidenta da Confederação Nacional de Agentes Comunitários e Agentes de Controle às endemias, Movimento SUS nas ruas

A partir da política de educação popular foi criado na Paraíba o Comitê de educação popular do estado e a partir desse grupo de educação popular surgiu o movimento.

Eram observadas muitas dificuldades nas comunidades para assumir as mudanças necessárias para se protegerem da Covid-19. No entanto, começaram a surgir iniciativas desde as mesmas comunidades (como no Rio de Janeiro). Essas iniciativas ainda que fragmentadas mostram a força e as particularidades do mundo popular e ganharam apoios excepcionais na organização brasileira. A pergunta era como generalizar isso no SUS e nas comunidades?

A resposta é via os ACS. Ainda que o trabalho do ACS vem sendo desvalorizado e burocratizado, também por corporativismo da categoria, os ACS são quem ainda conhecem as famílias e os territórios.

Simone Leite: pandemia não surgiu por acaso era necessária uma reflexão sobre o que está sendo feito no mundo.

Muita gente vem se encontrando pelo zoom. No começo do movimento começaram a ligar pelo WhatsApp, mas não foi fácil as pessoas queriam conversar, contar como estavam se sentindo, tinham ligações muito longas. Dessa maneira foi se articulando o movimento em todo o pais, é um grupo muito poderoso, tem desde pessoas com pós-doutorado até pessoas que não sabe nem ler, tem pessoas muito diferentes.

Eram realizados debates semanais, agora estão fazendo debates de 15 em 15 porque também tem o sus nas ruas nos estados. Teve propostas sobre festival online, aplicativo para celular dos ACS para mapear as pessoas sintomáticas. Tem a comissão de comunicação que é muito importante porque se as pessoas não tiverem como se comunicar não vamos chegar nelas. Precisa-se visibilizar essas ações e fortalecer o SUS, e essas ações de promoção e prevenção.

Simon está no CNS e coordena a comissão de promoção, prevenção e práticas integrativas, estamos fazendo muitas lives, debates sobre as leis para incluir as práticas integrativas, têm muitas pessoas fazendo práticas integrativas a distância.

Ilda: ACS do Ceará presidenta da conferencia nacional do Agente comunitárias e de endemias. Existem muitas preocupações, os ACS estão preocupados, e ela diz que tem que estar disposta para eles.

O ACS é quem conhece o território, então neste momento e em todos os momentos ele poderia estar sendo vem melhor utilizado. Poderiam se sistematizar essas práticas e orientar melhor os ACS porque têm alguns que sabem fazer e outros que precisam orientações. Tem falta de capacitação e ele precisa ter segurança nas informações que está passando porque é a primeira resposta em saúde na comunidade. O poder público não preparou nenhuma capacitação para ACS, será que os ACS sabem usar os EPI? ACS está sendo subtutilizado, com o argumento de não ter EPI têm afastado ACS em alguns municípios, e o ACS é muito importante a comunidade tem confiança neste profissional.  

Encaminhamentos:

A pesquisa finalizou. Foi proposta uma Ágora da Abrasco em agosto para presentar os resultados da pesquisa. Convidar o Conas, Conasems e OPAS para debater, também convidar a sociedades brasileira de medicina de família e comunidade.

Próximas reuniões:

Pode ser bom  exemplo  revisar como a APS deve atuar frente as sequelas da Covid-19.

14.07 Médica intensivista de Portugal (apresentação de meia hora), depois Vinicius

21.07 Maria Jose do CONASS

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Décima primeira reunião virtual comitê gestor

Data: 30/06

Pauta: Subnotificação de óbitos por COVID-19 e Experiência da Secretaria de Saúde do Ceará

Convidados: Thiago Rocha da OPAS e Magda Almeida – Secretária Executiva de Vigilância e Regulação da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa) 

 Thiago Rocha – Discussão sobre sub-registro se foca no sub-registro de casos, mas está começando a aparecer evidência de sub-registro de mortes por COVID-19.    Há vários desafios inerentes a uma doença nova – conhecer seu desenvolvimento, sintomatologia, etc.Sobre testagem:3 milhões aplicados no país (incluindo testes rápidos), destes 1,3 milhões foram RT-PCR, Taxa de positividade do Brasil: 40% – a OMS define como boa capacidade de testagem uma de 5 % – nenhum estado do Brasil chega perto; Precisaríamos 27 milhões de testes para chegar no 5 % de positividadeAtualmente, nossa capacidade de detectar casos, e óbitos, de COVID19 é limitada; O Brasil teve a experiência do sarampo no ano passado, a limitação na capacidade laboratorial foi enfrentada já naquele momento, e ainda assim não foi consertada até agora. Os modelos para o Brasil sugerem que se testássemos apropriadamente talvez o Brasil tenha o maior número de casos do mundo;

Magda Almeida

Descreveu três fases de estratégias: Fase 1 – Alerta: Começaram a fazer planejamento quando não havia casos aí ainda. Fase 2 – Perigo Iminente: Quando começaram os casos importados, principalmente pessoas vindas do exterior e de SP. Fase 3 – Emergência de Saúde Pública: Quando houve o pico. O estado está numa nova fase onde precisa ampliar a capacidade da vigilância, a questão da testagem e a resistência sobre o RT-PCR Desde o começo escolheram avançar sem esperar, nem o MS.

Qual vai ser o papel que a APS vai cumprir neste processo? Precisamos uma institucionalização de iniciativas, não pode ficar nas iniciativas individuais de equipes APS ou gestores municipais.

Serão produzidos boletins com os relatos das experiências.

Sobre pesquisa nacional de atuação APS para enfrentar a COVID-19

Ficou muito representativo

Responderam  mais de 900 municípios

Representando aproximadamente 50-55% da população

Estado com menor cobertura: Paraná – 10,8% – Nenhum estado tem menos de 10%

Os lugares com poucas respostas são os com poucos municípios, p.ex. Amapa

Bahia – 19%, ou  79 municipios; RJ – 100 municipios

Hoje é o último dia, e ainda estão entrando algumas respostas

Mais profissionais do que gestores – no geral, público bem variado

Impressionante a quantidade de respostas abertas

Encaminhamentos

Boletim sobre experiência do Ceará

Próxima reunião: apenas um convidado para termos mais tempo no debate

Aprofundar pesquisa sobre óbitos

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Décima  reunião virtual 2020 comitê gestor

Data: 23/06

Com a pandemia o grupo ficou muito mais vinculado, conseguindo apoiar os debates semanalmente, e os seminários foram excelentes: o primeiro seminário, e o segundo também, cumpriu um papel importante para nortear a estruturação da APS, tem sido referência – precisamos seguir com os webseminários – porém considerando que as pessoas estão cansando, e a participação está diminuindo, então precisamos renová-los .

Pesquisa: Meta: 1000 resposta de 500 municípios

2050 respostas até hoje, 750 municípios (até sexta-feira passada)

Foi relatado os estados que estão faltando representatividade, reforçar o convite;

O nosso foco hoje é menos aumentar o número de respostas e mais aumentar o número de municípios

Análises a ser feitas: portes de municípios, casos, padrões de respostas ao longo da evolução da pandemia

Encaminhamentos

Reuniões semanais continuarão nas terças-feiras, das 9 às 12h

Reforçar divulgação da última semana da pesquisa, dar seguimento individualizado

Data provável do próximo webseminário: 30.07

Manter memória do que acontece nas reuniões semanais

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Nona reunião virtual 2020 comitê gestor

Data: 16/06

Convidados: Paulino – Médico da Sociedade Madrilenha de Medicina de Família e Comunidade e Alzira de Oliveira Jorge – Diretora Geral do Hospital Risoleta Tolentino Neves

Relato da experiência de Madri

Paulino trabalha no Centro de Saúde em Carabanchel. É um local de classe média, com muitos idosos e emigrantes, que moram em casas pequenas e com muitas outras pessoas compartilhando o mesmo espaço.No centro de saúde atuam 28 médicos de familia, igual número de enfermeiras, profissionais de outras áreas como dentistas, fisioterapeutas, pediatras, dentre outros. Cada médico e enfermeiro é responsável por 1.300-1700 pacientes. Destaca que, a Espanha foi um dos locais onde mais casos teve no começo. Nesse início, em março, realizaram atendimento de muitos pacientes com síndrome gripal, sem saber que já eram casos de Covid-19. Eram atendidos 150 pacientes diários com Covid-19, diagnosticados clinicamente porque no começo não tinham testes na APS, somente eram feitos testes nos hospitais. Faz um mês também temos testes na APS, temos PCR, testes serológicos, testes rápidos que tem todos os problemas de qualidade e não tem acesso a Elisa.

No primeiro mês, em toda Madrid realizamos atendimento na APS de 250 mil casos suspeitos de Covid-19. Agora o contagio já é baixo

Alzira de Oliveira Jorge – Diretora Geral do Hospital Risoleta Tolentino Neves inicia sua apresentação.

O hospital Risoleta, é um hospital 100% SUS, está na gestão da UFMG. É o hospital de referência para 1,1 milhões de habitantes de alta vulnerabilidade social, atende toda a região norte e municípios vizinhos, atende maternidade, doenças em geral, trauma. Era um hospital do estado com 24 leitos, agora tem 370 leitos, com ações de ensino pesquisa extensão, tem 7 programas de residência e a menor taxa de cesárea do município. Na cidade algumas regiões estão mais vinculadas a UFMG e outras a universidades privadas.

Apresentou uma linha do tempo das medidas de enfrentamento à Covid

Articulação com outros pontos da rede: Upa contata o hospital e pede a vaga, ou o SAMU liga, ou a regulação. Estamos dando apoio a outras regiões assim não sejam da área de referência. Os municípios ligam a través do centro ou diretamente. Os nossos profissionais são CLT, médicos com vários vínculos, tem uma rede de hospitais parceiros

Medo de hospital afastou muitas condições críticas do hospital, o paciente chega mais grave,A situação é privilegiada, seguimos todos os protocolos e fazemos todos os testes necessários, mas em outros locais, no interior, no norte nordeste a questão é diferente, sem APS.

Encaminhamentos:

Os dois participantes foram convidados para fazer um boletim com as experiências para ser divulgado na Rede APS; Reforço para divulgação da pesquisa: Reforçar em todos os estados. Na tarde será enviado no grupo do comitê gestor um informe de onde responderam e onde não. É muito importante o contato pessoal, mas que um e-mail. Próxima sessão – sessão de gestão, planejamento e avaliação das ações realizadas; Primeira visualizada do inquérito; Fazer um balanço das reuniões: novas ideias, temas, atividades; Tema para próxima sessão: Maria Helena propõe ver quais temas dos boletins podem ser aprofundados, como a paralização dos ACS, poderíamos fazer contato com Pedro cruz e agendar uma sessão para conversar com esses profissionais.

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2 Seminário Virtual da Rede APS da ABRASCO

Experiências de fortalecimento da Estratégia Saúde da Família para o enfrentamento da Covid-19: o que podemos aprender

Data: 09/06 das 9h às 12h

Relatório: https://redeaps.org.br/2020/06/19/relatorio-do-2-seminario-da-rede-aps-experiencias-de-fortalecimento-da-estrategia-saude-da-familia-para-o-enfrentamento-da-covid-19-o-que-podemos-aprender/

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Oitava reunião virtual 2020 comitê gestor

Data: 26/05

Pauta: Experiências de APS no enfrentamento da COVID-19

Profissionais que atuam na APS no país para que apresentem suas experiências de reorganização dos serviços para enfrentamento à Covid-19.

Convidados: Raul Santiago – jornalista, ativista social, responsável pelo coletivo Papo Reto, membro da anistia Brasil e membro do gabinete de crise do Complexo do Alemão

Guilherme Alves – preceptor do programa de residência em MFC – SMS/RJ – painel CF Zilda Arns

Aluísio Gomes – (UFF) – Experiência de Niterói: APS e políticas sociais na epidemia de Covid-19. (Artigo APS em Revista)

Enfrentando a pandemia no Complexo do Alemão: ações conjuntas do GT Comunitário da Clínica de Família Zilda Arns e do Gabinete de Crise do Alemão, município do Rio de Janeiro

Encaminhamentos:

Organização do 2 Seminário painel da Rede APS – 9 junho

A Gulnar destacou que no dia 9 de junho haverá a Marcha pela Vida e o seminário  fará parte  da programação da Marcha. Pesquisa foi lançada no dia 25 de maio.A divulgação pode ser feita por WhatsApp ou e-mail. Os membros do comitê gestor mencionaram em quais grupos poderiam fazer a divulgação nas instituições: grupos pessoais de WhatsApp e e-mail, secretarias de saúde municipais, COREM, ABENO, PROFSAÚDE, ABEFACO, COFEN, Secretaria Estadual de Saúde do Pará e Municipal de Belém- PA, Secretaria  Estadual de Saúde do Maranhão, Secretaria Municipal de Saúde de São Luis- MA, Secretaria Estadual de Saúde do DF, Secretaria Municipal de Saúde Florianópolis- SC; Cosems, etc.

Espera-se no mínimo 1.000 respostas do inquérito.A pesquisa vai ajudar para mostrar informações na imprensa, para argumentar o investimento na rede pública já disponível, não nos hospitais de campanha, não na compra de respiradores que não servem.

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Sétima reunião virtual 2020 comitê gestor

Data: 19/05

Pauta: Experiência da unidade de saúde com as organizações comunitárias no complexo do Alemão -RJ no enfrentamento da Covid-19

Convidada: Jade Almawy – Médica de Família e Comunidade e Preceptora da residência MFC da SMS/RJ na Clínica Zilda Arns no complexo do Alemão, Rio de Janeiro.

Boletim produzido https://redeaps.org.br/2020/07/06/enfrentando-a-pandemia-no-complexo-do-alemao-acoes-conjuntas-do-gt-comunitario-da-clinica-de-familia-zilda-arns-e-do-gabinete-de-crise-do-alemao-municipio-do-rio-de-janeiro/

Encaminhamentos           

Organização do Seminário;Combinar com cada expositor um pequeno título para as apresentações no seminário; Divulgação dos integrantes nas suas redes

 Divulgação da pesquisa (deve ser respondido por profissionais da APS e gestores da APS): alunos das instituições, Abrasco, APS Redes, CONASEMS, CONASS, páginas das instituições da rede, grupos de pesquisa, programas de ensino, Instituições profissionais: SBMFC, Aben, Abem, Abefaco, Cofen, Coren, Grupos de WhatsApp: gestores da APS

 Divulgar carta de posicionamento da Rede nas versões espanhola e inglesa; Colocar na nossa pagina as três versões e enviar para todas relações internacionais, redes internacionais, para OMS em Genebra, associação mundial de associações de saúde pública.

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Sexta reunião virtual 2020 comitê gestor

Data: 12/05

Pauta: Experiências da APS no enfrentamento da COVID-19

Convidados: Humberto Machado: Médico de família e comunidade na clínica de família em Rio de Janeiro no complexo do Alemão e

Fabiano Guimarães: Coordenador de Atenção Básica de Belo Horizonte

Serão produzidos boletins com os relatos das experiências.

 Pesquisa: Foi contratado um programador que está trabalhando, o questionário está em construção e uma primeira versão e já está circulando entre  os integrantes do comitê gestor para contribuições.

Ainda é necessário fazer algumas alterações

Possivelmente mais adiante faremos um piloto para ver como funciona e fazer as últimas mudanças.

 Próximos boletins – Boletim NASF, Participação na Ágora da Abrasco . A resposta da Abrasco sobre a possibilidade de realizar uma Ágora sobre APS foi que, a Rede APS poderia participar numa Ágora que será realizada 21 de maio com o tema de reorganização das redes de atenção e seus desafios, com foco nos problemas enfrentados mais do que nas experiências exitosa.

Seminário painel da Rede APS – 9 junho: 9-12hs.

Possível título: Experiências de reorganização da APS para enfrentamento a Covid-19

Levando em conta o grande interesse do pessoal nas experiências, realizaremos um novo seminário  neste horário que temos da reunião da Rede, com as experiências que tem-se conhecido nas reuniões. Podem ser três ou quatro apresentações, cada uma de 20 minutos.

Encaminhamentos:

Estratégias de divulgação do próximo seminário

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Quinta reunião virtual 2020 comitê gestor

Data: 5/05

Pauta: Apresentação das experiências de Florianópolis e Sobral

Convidados: representantes das gestões municipais de Florianópolis (SC) e Sobral (CE): Ronaldo Zonta e João Paulo Cerqueira de Florianópolis, e Marcos Aguilar Ribeiro de Sobral.

Os convidados trouxeram relatos de como a APS tem se organizado durante esta pandemia nos respectivos domicílios, incluindo medidas de monitoramento de casos confirmados e suspeitos, e busca ativa de casos, teleatendimento, capacitação e segurança dos profissionais de saúde, produção de material informativo, planejamento da resposta e organização dos fluxos de atenção, apoio matricial, capacitação e atuação dos ACS, isolamento social para os grupos mais vulneráveis, visitas domiciliares, testagem, colaboração com a vigilância sanitária e a sociedade civil, e a participação das equipes de saúde bucal e dos NASF.

Foram produzidos  relatos das experiências que estão disponíveis na APS em Revista.

Pesquisa: Iniciativa da Rede APS em realizar a pesquisa para conhecer as técnicas de enfrentamento e desafios na atenção básica.

Encaminhamentos:

Produção de boletins sobre as experiências de Florianópolis e Sobral; Traduzir documento de posicionamento da Rede para Espanhol e Inglês; Painel de experiências: Convidar relatores para a próxima semana – considerar variedade de contextos: Rio de Janeiro/ Clínica de família Zilda Arns  e Belo Horizonte ; Desenvolver e compartilhar versão inicial do questionário para a pesquisa
Número especial APS em Revista  – Chamada para experiências de APS no enfrentamento da COVID-19 Divulgação documento de posicionamento – Enviar para as instituições: CONASEMS, CONASS, APS REDES, ABEN, ABEM, ABENO..

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Quarta reunião virtual 2020 comitê gestor

Data: 28/04

Pauta: Discussão sobre a situação atual de enfrentamento à Covid-19;

relatório de gestão da SAPS no qual foi destacada a APS brasileira e anunciou reformas. Porém não apresenta resultados, números, tabelas e as evidências necessárias para entender a saúde pública de maneira mais embasada.

Encaminhamentos:

Organizar outro painel com experiências de organização da atenção da APS nos municípios com diferentes realidades (municípios pequenos e também maiores). Algo bem prático destacando os casos de sucesso e também as dificuldades.

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Terceira reunião virtual 2020 comitê gestor

Data: 22/04

Pauta: Nesta reunião discutiram-se 4 produtos a ser desenvolvidos a partir do seminário virtual do dia 16 de abril, e das notas publicadas no número especial da APS em Revista, além de outras questões.

Encaminhamentos/ produtos:

Relatório da reunião; Nota de posicionamento político; Nota técnica sobre recomendações para atuação da APS e boletins

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1 Seminário  Virtual Rede APS Desafios da APS no SUS no enfrentamento da Covid-19

Data: 16/04

Desafios da APS no SUS no enfrentamento da Covid-19 Seminário Virtual Rede APS/ABRASCO

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Segunda reunião virtual 2020 comitê gestor

Data: 31/03

Pauta: Relatos das experiências na Itália e Espanha

Convidado: Renato Tasca – OPAS/OMS

Na Itália o contagio principal foi nos locais de atenção, e o mesmo ocorre na Espanha. Na Lombardia (região de Milão, Itália do norte) a necessidade de atendimento geral foi 10x maior da capacidade, o consumo de oxigênio multiplicou por 100x; A epidemia se espalhou mesmo pelos mecanismos do sistema sanitário; Hoje a APS está praticamente parada, fora atenção domiciliar a pacientes não-COVID;

Na Andalucia a APS está atendendo com entrada separada para COVID e não-COVID e nos países Bascos tem separados as unidades de APS, algumas para COVID e outras para não-COVID.

Encaminhamentos:

Dia 7.04 10hs próxima reunião, colegas devem encaminhar seus materiais para revisão; Número especial do APS em revista na semana do seminário, com artigos curtos (até 4000 caracteres), enviar ate 16.04, já tem algumas pessoas comprometidas a enviar; Agenda para o seminário: Panorama epidemiológico, Experiência da Claunara; Participação internacional: Sergio Minué e de tarde breves apresentações de cada um dos integrantes do comitê.

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Primeira reunião virtual 2020 comitê gestor

Data: 24/03

Pauta: Panorama geral da pandemia e sugestão de realizar um seminário online com para a data de 16 abril com duas sessões: 10h às 12hs e 14 às 16hs

Encaminhamentos:

Proposta imediata de intervenção para as equipes de APS nos territórios; Artigos para compor um número da revista: APS em Revista: APS no SUS no enfrentamento ao Covid-19

Preparação do seminário e atividade coletiva da rede APS

Grupos de trabalho – Temas preliminares a serem ajustados conforme interesses, expertises e desejos

 

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ANO 2019

INOVAÇÕES EM APS FORTE NO SUS  – 2º oficina 2019 do Comitê Gestor da Rede APS

Nos dias 26 e 27 de setembro (2019) a Rede APS organizou uma oficina no pré-congresso do 8° Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde (CBCSHS) da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Houve três atividades principais que guiaram a oficina: no primeiro dia,  a apresentação dos  resultados dos estudos de caso concluídos por integrantes da Rede por conta do Laboratório de Inovação em Atenção Primária à Saúde (APS) Forte, da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS); a discussão da Agenda Política Estratégica para a APS no SUS, desenvolvida em 2018 pelos integrantes do Comitê Gestor da Rede APS, e sua atualização no novo contexto sócio-político do país; no segundo dia, se apresentaram os grupos estabelecidos e emergentes que pesquisam sobre APS no Brasil, reabrindo em seguida as discussões sobre a atualização da Agenda Política Estratégica da Rede APS. Em breve será divulgada a Agenda Política e Estratégica para a APS no SUS revisada.

Os três estudos de caso desenvolvidos no âmbito do Laboratório de Inovação em APS Forte da OPAS foram sobre experiências em APS nos municípios de Teresina (PI) e Porto Alegre (RS), e no Distrito Federal.

Teresina (PI): a Estratégia de Saúde da Família como única porta de entrada ao SUS

Em Teresina (PI) o caso estudado foi a “Consolidação da Estratégia Saúde da Família como modelo único e universal de Atenção Primária à Saúde e porta de entrada eletiva do SUS”, desenvolvido por Ligia Giovanella (ENSP/Fiocruz), Patty Fidelis de Almeida (ISC/UFF) e Luiz Augusto Facchini (UFPel). Esta experiência centrou-se na criação de uma Fundação Municipal de Saúde (FMS). Em 1996, quase vinte anos depois de ser criada, a FMS foi outorgada a habilitação em gestão plena do sistema, através da Norma Operacional Básica do SUS 01/96 (NOB 96). Assim, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foi extinta, e a FMS assumiu a gestão do SUS. A FMS de Teresina (PI) foi criada como pessoa jurídica pública de direito privado vinculada à Secretaria Municipal de Finanças. Este órgão de administração indireta com autonomia administrativa e financeira manteve, porém, a obrigatoriedade de concurso público, e quando se completou o estudo de caso a FMS contava com onze mil servidores públicos municipais efetivos estatutários. Em 1997 a FMS começou a implantação da Estratégia de Saúde da Família (ESF). Inicialmente se instauraram somente três equipes em áreas de extrema vulnerabilidade. Porém, após uma grande mobilização dos movimentos sociais em defesa da ESF e de sua expansão para além dos territórios vulneráveis, nos seguintes dois anos se estabeleceram 40 equipes, atendendo a 33.717 famílias, em 125 vilas e favelas urbanas e 26 comunidades rurais, correspondendo a 25% do total de famílias residentes na capital. As estratégias para a consolidação da ESF em Teresina (PI) incluíram: a qualificação da estrutura física das Unidades Básicas de Saúde (UBS); a informatização para a qualificação da APS; o fortalecimento e valorização da força de trabalho em saúde; a ampliação do escopo de práticas, incluindo o estabelecimento de um laboratório público; a regulação do acesso à atenção especializada e organização do complexo regulador, incluindo a regulação do acesso à atenção hospitalar e o estabelecimento de fluxos para continuidade do cuidado; e a participação social. O resultado de implementar a ESF como estratégia para o enfrentamento dos determinantes sociais foi a melhoria de importante indicadores de saúde, como a queda da mortalidade e desnutrição infantil. Os pesquisadores assim concluíram:

Teresina é um exemplo emblemático de universalização da AB via ESF, por meio de iniciativas de gestão e prestação de serviços públicos: UBSs próprias e servidores públicos

Porto Alegre (RS): Telessaúde e Telerregulação

Em Porto Alegre (RS), o estudo de caso analisou “O uso do Telessaúde e Telerregulação no apoio à prática clínica no SUS”. A pesquisa foi realizada por Elaine Thumé (UFPEL), Fúlvio Nedel (UFSC) e Sandro Rodrigues (UFG). O investimento na Telessaúde e na Telerregulação foi uma das estratégias para ampliar o acesso à APS, sendo este um dos principais desafios no município de Porto Alegre (RS). Entre 2013 e 2017 se lançaram várias iniciativas de Telessaúde, desenvolvidas em cinco frentes: a regulação, a educação, os diagnósticos, a consultoria e o desenvolvimento de tecnologias. A implantação do Telessaúde e da Telerregulação foi viabilizada através do apoio e financiamento do Ministério da Saúde, e a articulação entre a Universidade Federal e os gestores públicos municipais. Segundo os relatos dos entrevistados, a utilização da Teleconsultoria agilizou a tomada de decisões dos médicos, enfermeiros e demais profissionais, sendo estimado que evitou cerca de dois encaminhamentos a cada três ligações. Segundo os pesquisadores, a implantação do Telessaúde e Telerregulação na APS do município de Porto Alegre (RS) apresentou as seguintes potencialidades: a incorporação de tecnologias na APS; o aumento de oferta de serviços; a redução de deslocamentos dos usuários; o suporte à prática clínica dos profissionais da APS; o desenvolvimento de softwares próprios para regulação (por exemplo para consultas especializadas e internações); e a integração ensino-serviço.

Brasília saudável: a estratégia de saúde da família e a conversão do modelo assistencial

A experiência no Distrito Federal (DF) – o programa Brasília Saudável, política expressa nas Portarias SESDF nº 77 de fevereiro de 2017 e SESDF nº 78 de fevereiro de 2017 – foi estudada pelos pesquisadores Aylene Bousquat (USP), Nelson F. Barros (UNICAMP) e Luciano Gomes (UFPB). O Brasília Saudável consistiu na conversão de todas as UBS para funcionarem como equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF). Portanto, os médicos que atuavam na lógica do modelo tradicional tiveram a opção de passar por um processo de alteração funcional para comporem as equipes de Saúde da Família (eSF). Porém, dos 328 médicos que atuavam anteriormente na rede básica, só 114 se interessaram, dos quais 107 passaram a prova final. Os demais foram realocados em outros níveis de atenção. A transição foi organizada mediante a uma capacitação e cumprimento de requisitos para a composição de eSF. O curso de capacitação, voltado principalmente a médicos especialistas nas áreas de ginecologia, pediatria e clínica geral, teve uma carga horária de 222 horas, incluindo conteúdos e atividades teóricas e práticas. Porém, relataram alguns entrevistados, o conteúdo da conversão foi unicamente baseado em questões clínicas. Quanto aos resultados desta iniciativa, os entrevistados apontaram uma falta de sistematização, tanto nos modelos de APS implantados daí em diante, quanto dos processos de trabalho. O cenário de implantação apresentava como dificuldade adicional o fato de que,  historicamente, a APS era considerada um lugar para os “médicos problemáticos”. A partir da implantação do Brasília Saudável os dados do governo do DF (GDF) apresentaram um importante aumento na cobertura das eSF, mais que triplicando entre 2010 e 2018. Porém, no mesmo período não houve um aumento no número de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) no DF, o que levou os pesquisadores a questionarem que tipo de modelo de eSF estivesse sendo implantado. Assim, concluíram, a experiência no DF pareceu ser um laboratório para a Política Nacional de Atenção Básica de 2017, já amplamente criticada por trazer uma desvalorização do papel dos ACS. Atualmente, a nova gestão no GDF está tentando cumprir com sua promessa de campanha de reverter para o modelo tradicional. Porém, os pesquisadores apontaram que ainda enfrentam dificuldade de desmantelar o forte arcabouço político estabelecido pela gestão anterior.

Abaixo a programação da 2ª Oficina 2019 do comitê gestor da Rede APS – Inovações em APS forte

 26 de setembro

Local: Universidade Federal da Paraíba – CCS-508-BLOCO DORALICE

8h30/12h – Estudos de caso sobre Inovações em APS forte

Coordenação: Renato Tasca

Consolidação da Estratégia Saúde da Família como modelo único e universal de Atenção Primária à Saúde e porta de entrada eletiva do SUS, em Teresina;

Pesquisadores: Ligia Giovanella (ENSP), Patty Fidélis (UFF) e Luiz Augusto Facchini (UFPEL)

Brasília saudável: a estratégia de saúde da família e a conversão do modelo assistencial;

Pesquisadores: Aylene Bousquat (USP), Luciano Gomes (UFPB) e Nelson Felice de Barros (Unicamp)

O uso do Telessaúde e Telerregulação no apoio à prática clínica no SUS de Porto Alegre.

Pesquisadores: Elaine Thumé (UFPEL), Fúlvio Nedel (UFSC) e Sandro Batista (UFGO)

12h/14h – Intervalo Almoço

14h/17h – Revisitando a Agenda Política Estratégica para a Atenção Primária à Saúde no SUS num contexto de restrição de direitos.

Link – http://rededepesquisaaps.org.br/wp-content/uploads/2018/07/Abrasco_Final_06.07.pdf

27 de setembro de 2019

8h30/12h – Pesquisas em APS e rumos da Rede de pesquisa em APS da Abrasco. Quais são as pesquisas estratégicas em APS em contexto de restrição de direitos?

8h30/10h30 –  Apresentação das pesquisas em desenvolvimento pelos grupos integrantes da Rede e grupos emergentes.

10h30/12h – Rumos da Rede de pesquisa em APS

Apresentações de pesquisas realizadas pelos integrantes do comitê Gestor e novos  durante a 2ª Oficina 2019 da REDE APS – João Pessoa

  1. Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Centro de Ciências da Saúde – Departamento de Saúde Coletiva. Pesquisa: Meta-avaliação externa do Programa nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica. UFRN
  2. A Universidade José do Rosário Vellano – UNIFENAS-BH – Curso de Medicina. Pesquisas: (a) Promoção da Saúde e Equidade – Determinantes sociais, iniquidades, efetividade de ações de OS; (b) Avaliação da APS – Estudos do impacto das ações da APS; (c) Atenção à Saúde – Integralidade, papel na rede de atenção, pesquisa em serviço de saúde. UNIFENAS
  3. Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Escola Multicampi de Ciências Médicas – Programa de Residência Multiprofissional em Atenção Básica. Pesquisa: Projeto de extensão para construção de Oficina de Educação Permanente de profissionais das equipes de ESF sobre plantas medicinais típicas do sertão do sertão da região do Seridó. PICS
  4. Universidade Federal Fluminense – Instituto de Saúde Coletiva – Mestrado Profissional em Saúde da Família ProfSaúde. Pesquisas: (a) Atenção integral aos ciclos de vida e grupos vulneráveis; (b) Atenção à saúde, acesso e qualidade na atenção básica; (c) Gestão e avaliação de serviços na ESF/AB; (d) Educação e saúde: tendências contemporâneas da educação, competências e estratégias de formação profissional. ProfSaúdeUFF
  5. Universidade Federal de Juíz de Fora – Núcleo de Assessoria, Treinamento e Estudos em Saúde – NATES e Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva – Grupo de Estudos e Pesquisas em Atenção Primária à Saúde – GEP/APS. Pesquisa: (a) Avaliação da Qualidade em APS (atributos da APS e PMAQ-AB); (b) Avaliação de Programas e Serviços de APS e Saúde da Família (gestão, organização, trabalho em equipe); (c) Avaliação da Atenção Básica no Município (Manual, produto PROESF/2005); (d) Avaliação da Efetividade da APS(prevalência e gastos das ICSAPS); (e) Avaliação da APS na Perspectiva do Usuário (foco nos Itinerários Terapêuticos); (f) Regionalização, Redes e Fluxo Assistencial com foco na APS; (g) Avaliação do ensino da APS nos cursos de graduação e residência em Saúde da Família; (h) Avaliação da Segregação Residencial e Distribuição espacial e relação com indicadores. UFJF
  6. Universidade Federal do Paraíba (em colaboração com Fiocruz, UnB, UFPE, UFCG, UFCSPA, Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, e Universidade de Manchester). Pesquisa: EquiPMAQ – Análise do efeito do programa nacional de pagamento por performance (PMAQ) nas desigualdades do financiamento e nos desfechos da atenção básica no Brasil. EquiPMAQ
  7. Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP). Pesquisa: Atenção Primária à Saúde em territórios rurais e remotos no Brasil. Rural ENSP e Rural -2
  8. Universidade Federal da Bahia – Instituto de Saúde Coletiva – Programa Integrado de Pesquisa e Cooperação Técnica em Formação e Avaliação da Atenção Básica (GRAB). Pesquisas: (a) Implementação das políticas de atenção primária no Brasil; (b) Análise de implantação do PMAQ no Estado da Bahia no período de 2012 a 2017; (c) Desenvolvimento e avaliação de uma intervenção intersetorial de promoção da saúde no âmbito da Estratégia Saúde da Família em municípios baianos – Prose; (d) Perfil dos agentes comunitários de saúde no Brasil. UFBA
  9. Universidade Federal do Rio De Janeiro – Centro de Ciências da Saúde – Faculdades de Medicina e de Enfermagem – Hospital Escola São Francisco de Assis – Mestrado Profissional em APS. Pesquisa: (a) Atenção integral aos ciclos de vida e grupos vulneráveis; (b) Educação e Saúde: tendências contemporâneas da educação, competências e estratégias de formação profissional em APS; (c) Evidência clínica, modelos de atenção e técnico assistenciais, qualidade em APS; (d) Gestão e avaliação de serviços e de tecnologias na APS. UFRJ
  10. Universidade Federal de Santa Catarina – Centro de Ciências da Saúde – Programa de Pós-graduação em Odontologia – Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Interdisciplinaridade, Educação e Saúde – GIS. Pesquisa: Estratégia Saúde da Família – Inovação Tecnológica para Ampliação do Acesso, da Qualidade e Promoção de Saúde Bucal na Atenção Básica – Estudo Multicêntrico. GIS_UFSC
  11. Universidade Federal de Minas Gerais – Faculdade de Medicina  – Projeto Nascente – Capacitação das Equipes de Saúde da Família na Promoção do Desenvolvimento Infantil Integral e Aperfeiçoamento da Linha de Cuidado da Criança, em Ações Integradas com a Assistência Social, Educação e Cultura, e ampliação do Uso da Caderneta da Criança – UFMG_Nascente

 


INOVAÇÕES EM APS FORTE NO SUS – A 1ª Oficina 2019 do Comitê Gestor da Rede APS

Foi realizada no dia 22 de março de 2019 em Belo Horizonte (MG). A mesa de abertura contou com a participação de Hugo da Gama Cerqueira (Diretor da Face/UFMG) Mauro Guimarães Junqueira (Presidente do CONASEMS) Renato Tasca (OPAS/OMS), Luiz Augusto Facchini e Lígia Giovanella (Coordenadores da Rede APS), e Allan Barbosa (Comitê Gestor Rede APS). Os membros da mesa chamaram a atenção para a complexa conjuntura atual marcada por retrocessos nos direitos sociais, subfinanciamento crônico e desfinanciamento agudo da saúde com a Emenda Constitucional 95, , a proposta de desvinculação completa dos gastos de saúde e educação, com sobrecarga e participação cada vez maior dos municípios no financiamento do SUS, e a reforma da previdência que desconstitucionaliza direitos sociais. Um contexto de ameaças ao SUS e novos desafios para a APS.

Na primeira conferência, “Os Desafios da APS no novo contexto”, Helvécio Miranda Magalhães Júnior (PBH e lnstituto René Rachou Fiocruz) argumentou que para promover a qualidade do cuidado integral em saúde e melhorar a APS devem ser desenvolvidas ações concertadas em quatro áreas principais: no financiamento (maiores investimentos na Atenção Básica), nos recursos humanos (formação adequada para as necessidades do SUS e intensificação dos incentivos à formação para a APS com destaque para médicos de família e comunidade) e no cuidado (maior resolutividade na APS e mudanças na rede de referência e contra referência, tendo a APS como ordenadora da rede e coordenadora do cuidado para a grande maioria dos agravos). Para Renato Tasca, a melhoria do cuidado em saúde no SUS exige promover uma APS forte e resolutiva para coordenar a rede. Sintetizou as propostas da OPAS para uma APS forte no SUS que inclui estratégias para a governança do sistema, o uso de tecnologias de informação e comunicação e o desenvolvimento de recursos humanos e condições de trabalho das equipes 20 recomendações para alcançar uma APS forte no SUS.

Nos debates que se seguiram destaca-se a participação de integrantes do grupo de trabalho em Atenção Básica do CONASEMS (membro do Comitê Coordenador da Rede desde sua criação) que manifestaram preocupações quanto às modalidades de avaliação da atenção básica e mencionaram iniciativas inovadoras em seus municípios. O CONASEMS e os gestores municipais em saúde são essenciais para garantir a sustentabilidade do SUS e da Atenção Básica no Brasil e enfrentar os desafios históricos e contemporâneos. A inestimável contribuição do CONASEMS ao desenvolvimento do conhecimento compartilhado entre academia e gestão possibilita fortalecer o objetivo primordial da Rede de Pesquisa em APS de produzir as melhores respostas aos desafios da gestão da Atenção Básica e da saúde da população brasileira.

Em seguida, a docente Maria Turci (Unifenas) apresentou a pesquisa “Avaliação da APS no município de Belo Horizonte: estudo realizado entre profissionais de saúde aliado a estudo transversal de base populacional”. A pesquisa esteve orientada pelo modelo de Andersen (1995) de determinação do uso dos serviços de saúde. Os métodos utilizados foram o instrumento PCATool (Primary Care Assessment Tool) aplicado aos 147 gerentes das UBS e ao enfermeiro de cada uma das 538 equipes da ESF implantadas em 2010; e um inquérito de saúde dos adultos na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Resultados indicam que ter uma necessidade de saúde e contar com médico de referência aumenta a probabilidade de acesso, como também aumenta esta probabilidade ser mulher que reside em áreas de média e alta vulnerabilidade. Observou-se que nas áreas com ESF a satisfação dos usuários com o serviço público se aproxima do nível de satisfação dos usuários dos serviços privados, um pouco melhores. A pesquisadora sintetizou resultados de diversos outros estudos que mostraram avanços no acesso no SUS e melhores resultados entre usuários cobertos pela ESF. Em um dos estudos por exemplo, comparando resultados de dois inquéritos populacionais um de 2003 e outro de 2010, em BH observou-se que a prevalência da realização de dosagem de colesterol, da realização da mamografia e da citologia oncótica do colo uterino aumentou mais acentuadamente entre indivíduos acompanhados pelo SUS não filiados a planos de saúde.  Para finalizar, a pesquisadora chamou a atenção sobre o papel da Rede para prover instrumentos de avaliação da APS. (Leia a apresentação completa aqui).

À tarde foi realizada a Reunião do Comitê Gestor com discussão dos temas a seguir:

  • Apresentação dos avanços para realização e três estudos de caso do Laboratório de Inovação em APS da OPAS (Teresina, Distrito Federal e Porto Alegre);
  • Participação da Rede no  Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde da Abrasco que será realizado na Universidade Federal da Paraíba de 26 a 30 de setembro: nas atividades de pré-congresso será realizada a 2ª Oficina 2019 do Comitê Gestor da Rede APS. Ademais, os membros do Comitê Gestor sugeriram possíveis temas para mesas de discussão e debates (análise de conjuntura – revisitando a agenda estratégica da Rede APS num contexto de restrição de direitos, ação comunitária dos ACS, saúde das populações do campo, floresta e águas, Programa Mais Médicos, APS e iniquidades, formação profissional);
  • Aproximação e colaboração entre Rede e o CONASEMS;
  • Alterações realizadas no site da Rede, conta de Facebook e Twiter;

A oficina finalizou com o lançamento da Revista Eletrônica da Rede APS – APS em Revista. Allan Barbosa apresentou a publicação eletrônica, que terá uma periodicidade quadrimestral, com 08 artigos por número e busca divulgar artigos de desenvolvimento teórico, trabalhos empíricos e ensaios. Será um veículo de divulgação científica, acadêmica e profissional voltado a pesquisadores, profissionais, usuários e gestores da Atenção Primária à Saúde. O primeiro número da revista já se encontra no ar e pode ser consultado no site https://apsemrevista.org/aps

Acesse aqui o relatório completo da Oficina

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