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Experiência de reorganização da APS para o enfrentamento da Covid-19 em Florianópolis

A Rede APS continua mobilizada em contribuir com a divulgação de informações de qualidade para o enfrentamento da Covid-19. Com esse intuito, convidamos gestores e outros profissionais que atuam na APS em diferentes locais do Brasil para compartilhar suas experiências na reorganização dos serviços, nos três eixos de intervenção da APS para a enfrentamento à pandemia[1]: desenvolvimento de ações de vigilância em saúde para bloquear e reduzir o risco de expansão da epidemia, suporte a grupos mais frágeis e vulneráveis que necessitarão de atenção especial no contexto da epidemia, e continuidade das ações próprias da atenção primária na sua rotina de promoção da saúde, prevenção de agravos e provisão de cuidados.

Neste Boletim João Paulo Cerqueira, gerente de Atenção Primaria à Saúde de Florianópolis e Ronaldo Zonta, quem atualmente atua no Departamento de Gestão da Clínica da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, apresentam a experiência de reorganização da rede de atenção nesse município para o enfrentamento da Covid-19.  Ambos apontam que nos últimos anos tem se investido muito na APS e no desenvolvimento de experiências de teleatendimento na cidade.  Isso permitiu que a rede se organizasse de uma maneira muito rápida para atuar frente à Covid-19. Para tal, buscou-se reforçar os atributos da APS para o enfrentamento à pandemia, mantendo as unidades abertas, reforçando a APS como porta de entrada, fortalecendo e privilegiando o teleatendimento, reorganizando os fluxos na unidade para evitar as aglomerações nos serviços, além de garantir EPI para os profissionais da saúde e produzir material técnico para orientar essas ações. Some-se a isso o telemonitoramento de casos feito inicialmente pela Vigilância Epidemiológica e que passou a ser capilarizado para toda a APS.  Ainda, a atuação dos ACS com a chegada da Covid-19 aconteceu principalmente dentro da unidade, desenvolvendo atividades de acolhimento e busca ativa dos usuários de maneira remota não presencial.  No contexto da pandemia da COVID-19 foram suspensos todos os atendimentos em saúde bucal não emergenciais e tem sido discutida a possibilidade de teleatendimento em saúde bucal em alguns casos pontuais. Florianópolis também adquiriu testes rápidos disponíveis em todos os 49 centros de saúde e também em drive-thru de testagem.  A APS também tem contribuído para fortalecer as medidas de distanciamento e isolamento social e apoiado a divulgação de informações de saúde e cuidados, usando o WhatsApp das equipes.  Por fim, destacam-se as parcerias intersetoriais com a sociedade civil, vigilância sanitária e a guarda municipal. Dessa maneira, Florianópolis está preparada para as novas ondas que virão e para o possível aumento de casos que pode acontecer depois da diminuição gradual das medidas de isolamento social das últimas semanas, influenciadas pelas fortes pressões econômicas do capital.  Os materiais técnicos e protocolos produzidos pela Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis estão disponíveis no site da Rede APS no espaço Coronavírus (Covid-19) mantenha se informado.

Aguarde os próximos boletins das experiências de Sobral (CE), uma clínica de família no Rio de Janeiro e a experiência do município de Belo Horizonte.

Por Diana Ruiz e Valentina Martufí, doutorandas do ISC/UFBA que contribuem para a REDE APS

 

 

[1] Conforme o discutido no seminário online da Rede APS “Desafios da APS no SUS no enfrentamento da COVID-19” realizado no dia 16 de abril 2020 e disponível no Canal de YouTube da Abrasco https://www.youtube.com/watch?v=EcfJXwZdAsI&feature=youtu.be%29

Rede APS

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