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Arquivo Mensal junho 2021

Vacinação contra Covid-19 na gravidez e no pós-parto: evidências disponíveis

Inicialmente, como medida de precaução padrão, as mulheres grávidas e que estão amamentando foram excluídas dos estudos de fase III das vacinas contra Covid-19. Porém, isso ocasionou limitadíssimos dados sobre a eficácia e segurança desses imunobiológicos nessa população. (Brillo et al., 2021)

Segundo os dados disponíveis, as mulheres grávidas não apresentam maior susceptibilidade à infecção por Covid-19 do que a população em geral e a maioria das gestantes infectadas com o vírus apresentam casos leves e moderados. No entanto, estudos apontam que a gravidez é um fator de risco para Covid-19 grave (Vousden et al., 2021; Martinez-Portilla et al., 2021; Zambrano et al., 2020). Além disso, mulheres grávidas com Covid-19 apresentam maior risco de parto prematuro do que grávidas sem Covid-19. Portanto, esta população precisa ser considerada no processo de vacinação contra Covid-19, (CDC, 2021; Brillo, 2021), mas a pouca evidencia disponível sobre a segurança e eficácia das vacinas nas gestantes dificulta essa decisão.

Diversas agências governamentais de saúde pública, agências reguladoras de medicamentos e organizações de saúde de diferentes países e regiões do mundo (OMS, CDC, FDA, Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização – JCVI do Reino Unido, dentre outras) coincidem atualmente em que apesar da limitada quantidade de dados clínicos para análise nessa população, grande parte das vacinas é recomendada nas mulheres grávidas, quando os benefícios superam os riscos potenciais. Segundo as evidencias atuais, o único risco teórico para o feto poderia estar associado a vacinas vivas, no entanto, nenhuma das vacinas aprovadas até agora contra a Covid-19 são desse tipo. (CDC, 2021; Brillo et al., 2021; OMS, 2021a).

A vacina de Pfizer-BioNTech e a vacina de Moderna são baseadas em RNA mensageiro, que se degrada em poucos dias e não afeta o DNA do receptor, portanto não causa alterações genéticas. A vacina de Oxford-AstraZeneca, a de Janssen, e Sputnik V usam um vetor de adenovírus. A vacina de Janssen usa o mesmo vetor de outras vacinas, por exemplo contra o Ebola, que já foram utilizadas em grande escala em mulheres grávidas e não foram encontrados resultados adversos para o recém-nascido associados à vacinação (CDC, 2021; Brillo et al., 2021). A vacina de Sinopharm é uma vacina inativada com um coadjuvante já utilizado em outras vacinas e que tem um perfil de segurança adequado em mulheres grávidas. (OMS, 2021a).

Os estudos de toxicologia do desenvolvimento e da função reprodutiva (DART sigla em inglês) realizados em animais com a vacina de Pfizer-BioNTech COVID-19 não mostraram efeitos nocivos na gravidez. Estudos DART preliminares em animais com as vacinas de Moderna, Janssen e Oxford-AstraZeneca também não mostraram efeitos prejudiciais na gestação. (OMS, 2021; Brillo, 2021; CDC, 2021)

Segundo os dados disponíveis, não se esperaria nenhum efeito adverso específico para mulheres grávidas. Unicamente, poderiam se esperar os efeitos já observados em não grávidas. Além disso, estudos que acompanharam casos de gravidez acidental em mulheres vacinadas como parte dos ensaios clínicos das vacinas Pfizer-BioNTech, Moderna e Oxford-AstraZeneca não encontraram diferenças nas taxas de aborto espontâneo entre as mulheres vacinadas e as que receberam placebo. (FDA, 2020; 2020a; MHRA, 2020).

Atualmente estão em desenvolvimento diferentes estudos observacionais e ensaios clínicos em grávidas com diferentes vacinas contra Covid-19. (Brillo, 2021; CDC, 2021). Os resultados preliminares de um estudo que usou os dados de sistemas de vigilância ativa e passiva administrados pelo CDC e pela FDA não encontraram sinais de afetações de segurança associadas as vacinas entre as gestantes que receberam vacinas de Pfizer ou Moderna (Shimabukuro et al., 2021; CDC, 2021). Um estudo de coorte prospectivo (publicado em preprint) realizado com 131 pessoas em idade reprodutiva (84 grávidas, 31 lactantes e 16 não grávidas) que receberam a vacina (de Pfizer ou de Moderna) encontrou que as vacinas de ARNm contra Covid-19 usadas geraram imunidade humoral em mulheres grávidas, lactantes e não grávidas e não foi observada nenhuma diferença nas reações adversas entre os três grupos (Gray et al., 2021)

No que diz respeito às mulheres que estão amamentando, o que se sabe pela experiência com outras vacinas é que a eficácia não teria diferença nenhuma ao restante da população. Além disso, não existiria um mecanismo biológico plausível pelo qual as vacinas aprovadas afetariam o recém-nascido. Por outro lado, em alguns estudos foram encontrados anticorpos contra SARS-CoV-2 no leite materno, que poderiam gerar imunidade passiva nos bebês. Esses resultados são promissores, mas outras pesquisas precisam ser desenvolvidas para verificar isso. (Beharier et al., 2021; Gray et al., 2021; Pace et al., 2021).

De acordo com a informação disponível diferentes agências recomendam o uso das vacinas contra Covid-19 em mulheres grávidas e que estão amamentando, quando os benefícios superem os riscos potenciais da vacinação, seguindo os critérios do plano de imunização de cada local e levando em conta a informação disponível para avaliar a segurança de cada vacina: características e mecanismo de ação das vacinas; dados de segurança obtidos nos ensaios clínicos realizados na população não grávida, nos estudos realizados em animais, dos casos de gravidez acidental nos ensaios clínicos, dos estudos realizados a partir dos dados de sistemas de vigilância e estudos observacionais. (Brillo et al., 2021). O CDC (2021) recomenda às mulheres grávidas e aos profissionais da saúde levar em conta, além dessas evidencias, o risco de exposição ao Covid-19, os riscos de doenças graves e os benefícios conhecidos da vacinação.

No Brasil, após um caso de evento adverso grave possivelmente associado à aplicação da vacina AstraZeneca/Oxford/Fiocruz em uma gestante, o Programa Nacional de Imunizações orientou interromper a imunização de gestantes e puérperas com essa vacina. Além disso, recomendou a interrupção da vacinação a gestantes e puérperas sem fatores de risco. As gestantes e puérperas com fatores de risco poderão ser vacinadas com os outros imunobiológicos disponíveis no país (Sinovac/Butantan ou Pfizer/Wyeth). (Brasil, 2021). A decisão de restringir o acesso às vacinas contra Covid-19 unicamente para gestantes com fatores de risco foi uma recomendação de precaução feita inicialmente (dezembro 2020 – janeiro 2021) por algumas agências de saúde pública internacionais, como a OMS e o Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização JCVI do Reino Unido, mas já foi deixada de lado por considerar que isso poderia deixar as gestantes em desvantagem pelo acesso limitado às vacinas (Brillo, 2021). Atualmente, agências como o JCVI do Reino Unido e a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), dentre outras, recomendam oferecer as vacinas (preferencialmente de Pfizer e Moderna) a mulheres grávidas e puérperas no mesmo momento que as pessoas não grávidas, de acordo ao grupo de idade ou priorização. (Gov.uk, 2021, Brillo, 2021)

Por: Diana Ruiz, doutoranda que contribui com a Rede APS e revisado pela Dra. Claunara S. Mendonça (UFRGS/GHC).

 

Referências

Beharier et al. Efficient maternal to neonatal transfer of antibodies against SARS-CoV-2 and BNT162b2 mRNA COVID-19 vaccine. J Clin Invest. 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1172/JCI150319 Acesso: 03.06.2021

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis. Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações. NOTA TÉCNICA Nº 651/2021-CGPNI/DEIDT/SVS/MS. 19 may 2021. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2021/maio/19/nota-tecnica-651-2021-cgpni-deidt-svs-ms.pdf  Acesso: 03.06.2021

Brillo et al. COVID-19 vaccination in pregnancy and postpartum. The Journal of Maternal-Fetal & Neonatal Medicine. 16 May 2021. Disponível em: https://doiorg.ezproxy.unal.edu.co/10.1080/14767058.2021.1920916 Acesso: 03.06.2021

CDC Centers for Disease Control and Prevention. COVID-19 Vaccines While Pregnant or Breastfeeding. 14 may 2021. Disponível em: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/vaccines/recommendations/pregnancy.html Acesso: 03 may 2021

FDA US. United States Food and Drug Administration Pfizer-BioNTech COVID-19 vaccine (BNT162, PF-07302048). Vaccines and related biological products advisory committee briefing document. 10 dez 2020; Disponível em: https://www.fda.gov/media/144246/download Acesso: 03.06.2021

FDA US United States Food and Drug Administration. Moderna COVID-19 vaccine. Vaccines and related biological products advisory committee briefing document. 17 dez 2020; Disponível em: https://www.fda.gov/media/144434/download Acesso: 03.06.2021

Gov.uk. Promotional material COVID-19 vaccination: a guide for all women of childbearing age, pregnant or breastfeeding. Public Health England. 19 may 2021. Disponível em: https://www.gov.uk/government/publications/covid-19-vaccination-women-of-childbearing-age-currently-pregnant-planning-a-pregnancy-or-breastfeeding/covid-19-vaccination-a-guide-for-women-of-childbearing-age-pregnant-planning-a-pregnancy-or-breastfeeding Acesso: 03.06.2021

Gray et al. COVID-19 vaccine response in pregnant and lactating women: a cohort study. MedRxiv CSH BMJ Yale. Disponível em: https://doi.org/10.1101/2021.03.07.21253094. Acesso: 03.06.2021

Martinez-Portilla et al. Pregnant women with SARS-CoV-2 infection are at higher risk of death and pneumonia: propensity score matched analysis of a nationwide prospective cohort (COV19Mx). Ultrasound Obstet Gynecol. 2021;57(2):224–231. Disponível em: DOI: 10.1002/uog.23575 Acesso: 03.06.2021

MHRA Medicines and Healthcare products Regulatory Agency. Public assessment report authorisation for temporary supply. COVID-19 vaccine AstraZeneca, solution for injection in multidose container COVID-19 vaccine (ChAdOx1-S [recombinant]). Disponível em: https://assets.publishing.service.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/963928/UKPAR_COVID_19_Vaccine_AstraZeneca_23.02.2021.pdf Acesso: 03.06.2021

OMS. The Sinopharm COVID-19 vaccine: What you need to know. 10 may 2021a. Disponível em:

 https://www.who.int/news-room/feature-stories/detail/the-sinopharm-covid-19-vaccine-what-you-need-to-know Acesso: 03.06.2021

OMS. Recomendaciones provisionales para utilizar la vacuna contra la COVID-19 elaborada por Pfizer y BioNTech, BNT162b2, en el marco de la lista de uso en emergencias. Orientaciones provisionales. 8 jan 2021. Disponível em: https://apps.who.int/iris/handle/10665/338849 Acesso: 11.06.2021

Pace RM, Williams JE, Järvinen KM, et al. Characterization of SARS-CoV-2 RNA, antibodies, and neutralizing capacity in milk produced by women with COVID-19. mBio. 2021;12(1):20. Disponível em: https://doi.org/10.1128/mBio.03192-20 Acesso: 03.06.2021

Peng S, Zhu H, Yang L, et al. A study of breastfeeding practices, SARS-CoV-2 and its antibodies in the breast milk of mothers confirmed with COVID-19. The Lancet Regional Health Western Pacific. 2020;4:100045. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.lanwpc.2020.100045 Acesso: 03.06.2021

Shimabukuro et al. Preliminary Findings of mRNA Covid-19 Vaccine Safety in Pregnant Persons. The New England Journal of Medicine. 21 abr 2021. Disponível em: DOI: 10.1056/NEJMoa2104983 Acesso: 03.06.2021

Vousden et al. The incidence, characteristics and outcomes of pregnant women hospitalized with symptomatic and asymptomatic SARS-CoV-2 infection in the UK from March to September 2020: A national cohort study using the UK Obstetric Surveillance System (UKOSS). PLoS ONE 2020, 16(5): e0251123. Disponível em: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0251123 Acesso: 03.06.2021

Zambrano et al. Update: characteristics of symptomatic women of reproductive age with laboratory-confirmed SARS-CoV-2 infection by pregnancy Status – United States, January 22–October 3, 2020. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2020;69(44):1641–1647. Disponível em: DOI: 10.15585/mmwr.mm6944e3. Acesso: 03.06.2021

Luto: perdemos Antônio Ivo

Colegas é uma lástima a perda de Antonio Ivo, amigo querido, profissional competente e parceiro dedicado em defesa do SUS e do direito à saúde.
Durante minha gestão na presidência da ABRASCO, Ivo era diretor da ENSP e conselheiro da diretoria, representando a FIOCRUZ.

Companheiro de abraço fácil e sorriso largo foi mestre e orientador de nossa diretoria.
Sempre foi solidário com os problemas de nossa entidade. Seu empenho foi essencial na obtenção de um espaço mais adequado para a sede da ABRASCO, em meio à escassez de área física comum às nossas instituições públicas de ensino e pesquisa.

Seu apoio perpassou os desafios conceituais e práticos da saúde coletiva, do SUS e da democracia no Brasil.
Era um entusiasta da forte articulação da formação profissional com o SUS, em seus espaços de gestão e de prática profissional.

Neste Brasil da pandemia sem controle e sem vacina, do assalto tosco do neoliberalismo, Antonio Ivo já faz muita falta.
Um abraço solidário e carinhoso a familiares, amigos e colegas de Antonio Ivo neste momento de tanta dor.

Luiz Augusto Facchini
Professor do DMS-UFPEL; coordenador da Rede de Pesquisa em APS da ABRASCO; Presidente da ABRASCO 2009-2012

2ª Marcha Pela Vida: um ano de luto e luta

Perto de alcançar a triste marca de quase 500 mil mortes e quase 17 milhões de casos, a Frente Pela Vida relembra e retoma sua mobilização de lançamento com a realização da 2ª Marcha Pela Vida, na próxima quarta-feira, 9 de junho. Será um dia de atividades virtuais promovidas por diversas entidades e organizações, culminando num ato político às 17 horas e que reunirá lideranças políticas, científicas e culturais.

Lançada em maio de 2020 por entidades científicas nacionais da Saúde Coletiva, Bioética, Ciência e Tecnologia e outras, a Frente Pela Vida vem promovendo posicionamentos com embasamento científico e social para auxiliar uma melhor resposta da sociedade brasileira à pandemia do SARS-CoV-2.

Se na sua declaração inicial a Marcha destacou o direito à vida como bem mais relevante e inalienável da pessoa humana; o estabelecimento de medidas de prevenção e controle com base na ciência; a defesa do SUS; e valores como solidariedade, preservação do meio ambiente e da biodiversidade e democracia, passado um ano o quadro da pandemia se agravou, mas a sociedade civil não ficou inerte.

Em julho de 2020, a Frente pela Vida lançou o “Plano Nacional de Enfrentamento à Pandemia de Covid-19”, redigido por cerca de 60 especialistas representantes de 15 associações científicas da saúde. Em outubro, elaborou o Manifesto “Ocupar Escolas, Proteger Pessoas e Valorizar a Educação”, numa ação conjunta com entidades da Educação e que resultou mais recentemente no documento “Saúde, Educação e Assistência Social em defesa da democracia e da vida”, com a adesão das entidades da Assistência e militantes do SUAS, lançado em fevereiro deste ano.

Para esta 2ª Marcha, a Frente Pela Vida exige vacina no braço, comida no prato e auxílio emergencial de R$ 600, bandeiras que unem brasileiros e brasileiras em todo o país. Conclama também por uma ampla mobilização nacional para exigir a aceleração da vacinação; a retomada do valor do auxílio emergencial de 2020; medidas robustas de proteção social e contra fome, e o reforço das medidas de saúde pública, com fortalecimento do SUS, da educação e ciência e tecnologia públicas. Para viabilização dessas políticas é indispensável a revogação da EC 95 que asfixiou o Estado brasileiro, congelando investimentos por 20 anos. A Frente reforça também a palavra de ordem do Fora Bolsonaro, por total compreensão de que só poderemos vencer a pandemia com o fim de seu governo genocida.

Clique e acesse o link do Manifesto no site da Frente Pela Vida

Vacina no braço, comida no prato e Fora Bolsonaro!
Auxílio emergencial de R$ 600, em defesa da vida e do SUS!

Programação:

Pela manhã, as entidades farão atividades virtuais e organizativas próprias. A sociedade será convocada a fazer uso do aplicativo Maniff (https://manif.app/) realizando assim uma manifestação virtual em Brasília. Junto ao aplicativo, um tuitaço chamará a atenção da sociedade. O Ato virtual final está marcado às 17 horas, gerado pela TV Abrasco e com retransmissão das demais entidades.

Compartilhe o link da transmissão: https://www.youtube.com/watch?v=qnuEEZPV5eY

Recomendações da SBMFC para a APS durante a Pandemia de COVID-19

Documento que responde questões e emite recomendações para que a APS brasileira possa, de forma rápida, receber a melhor síntese científica possível sobre o momento atual de Pandemia de COVID-19.

O Brasil neste mês de maio de 2021 chegou a triste marca de 450 mil vítimas da COVID19, novamente alcançando uma média de mais de 2 mil mortes por dia nesta última semana do mês. A maioria das capitais e grandes centros voltam a ter uma ameaça de colapso dos seus sistemas de saúde. Infelizmente o ritmo de vacinação segue muito lento, impedindo o melhor nível de proteção da nossa população. Sabemos que milhares de mortes poderiam ter sido evitadas se medidas governamentais de combate à pandemia, com devida atenção às iniquidades sócio-raciais que estruturam o país, fossem adotadas ainda em 2020.

Neste cenário, médicas e médicos de família e comunidade e demais colegas profissionais de saúde há mais de um ano seguem buscando ofertar o cuidado necessário nas Unidades Básicas de Saúde, apesar de tantos cortes de Recomendações da SBMFC para a APS durante a Pandemia de COVID-19 Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade recursos para o Sistema Único de Saúde em 2020 e 2021. Neste momento, maior investimento e maior agilidade devem ser prioridade para garantir a vacinação (onde o Brasil tem se mostrado de uma ineficiência atroz) acelerando o seu ritmo principalmente para as populações dos grupos de risco e mais vulneráveis, buscando promover equidade sócioracial. Vale lembrar que a vacina não impede a transmissão de vírus de uma pessoa para outra, mas sim o agravamento dos casos.

Assim, é necessário, em paralelo, reforçar as ações de isolamento social, o uso de máscaras e voltar a ampliar a realização de testes diagnósticos. Fundamental também são as ações das equipes de saúde da família/atenção primária à saúde em parceria com a vigilância epidemiológica Apresentação 6 nos territórios. Além disso, garantir o pagamento do auxílio emergencial até o final da pandemia, evitando assim a ampliação desta tragédia social que o Brasil já vivência.

Buscando seguir apoiando as equipes que atuam na Atenção Primária à Saúde, a SBMFC lança a 4º edição revisada das Recomendações para a APS durante a pandemia de COVID19. Estas recomendações foram pesquisadas e elaboradas com o apoio de todos os Grupos de Trabalho da SBMFC. Mais uma vez agradecemos a todos os envolvidos neste novo esforço de revisão e atualização. Seguiremos em constante processo de revisão e atualização e em breve lançaremos uma nova edição com recomendações inéditas. Reiteramos que o momento é de buscar a união do nosso país para o enfrentamento desta maior tragédia sanitária de nossa história.

A vida está em primeiro lugar! O Brasil precisa do SUS!

Recomendações da SBMFC para a APS durante a Pandemia de COVID-19 Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade.

Leia documento 4_edição_recomendaçõesSBMFC_FINAL