Faça parte da rede aqui!
Fique por dentro das últimas notícias, eventos, debates e publicações científicas mais relevantes.

Arquivo Mensal julho 2021

Rede APS – Um retrato de sua comunidade em 2021

A Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde chega ao seu décimo primeiro ano com 5413 membros devidamente cadastrados em julho de 2021. 

Este breve retrato de uma comunidade voltada à APS mostra o gigantesco trabalho d mobilização realizado e a relevância da Rede em manter um conjunto significativo de ações regulares que conectam e aprofundam o debate, em um aprendizado mútuo e permanente.  

De forma geral, a Rede APS apresenta um evidente equilíbrio entre Academia e o Serviço, tem uma grande capilaridade nacional, um sistema de comunicação e difusão eficaz, proporcionado uma contínua e sistemática interação com e entre seus membros, destacando a APS em Revista, revista eletrônica, com publicação quadrimestral, de divulgação científica, acadêmica e profissional voltado a pesquisadores, profissionais, usuários e gestores da Atenção Primária à Saúde.

Os desafios da Rede APS devem ser direcionados no aumento da dispersão na adesão, proporcionando a entrada de participantes em todos os estados do Brasil, sem distinção, além de garantir diversidade e equilíbrio dos perfis profissionais, sempre assegurando múltiplos olhares sobre a APS. Ainda, a sustentabilidade financeira e a ampliação das parcerias institucionais devem ser continuamente observadas. A Rede APS, desde 2010,  busca  promover a melhoria da utilização dos resultados em pesquisa para qualificar a gestão e potencializar o conhecimento tanto do Brasil quanto do exterior. 

Allan Claudius Queiroz Barbosa (FACE/IEAT/UFMG)

Alexandre de Queiroz Stein (CEDEPLAR/UFMG)

Inaiara Bragante (Rede APS)

Abaixo um breve perfil da comunidade da Rede APS

A profissão majoritária declarada pelos   participantes é Enfermagem (35,03%), seguido de Medicina (14,68%) (Gráfico 1). 

O local de atuação dos participantes demonstra o equilíbrio entre a academia e o serviço e reforça o papel da Rede APS em conectar de forma qualificada estes dois espaços que perpassam a Atenção Primária. Se 47,73% dos participantes atuam no ensino e pesquisa, 42,02% estão ligados diretamente aos serviços de saúde (Gráfico 2) .

A Rede APS mostra-se também capilarizada e presente em todos os estados brasileiros (Figura 1).

Décima quinta reunião de 2021 do comitê gestor

Décima quinta reunião de 2021 do comitê gestor

Data:18/08

Horário: 9h às 12h

Pauta: Planificação da Atenção a Saúde – Rede de Atenção Materno Infantil 

Convidados: Fernando Cupertino,  Jurandi Frutoso e Maria José Evangelista – CONASS

Atenção Primária à Saúde, onde vidas vulneráveis importam: Estratégias do cuidado e enfrentamento à COVID19

A CF Sérgio Vieira de Mello é uma unidade de APS localizada na cidade do Rio de Janeiro. Há 8 anos atende a população dos bairros Catumbi e Santa Teresa. Unidade docente assistencial em parceria com o programa de residência em MFC da UERJ. Têm uma população adscrita de 24.500 pessoas, abrangendo 4 comunidades/favelas com diversas vulnerabilidades, e dominadas
pelo tráfico de drogas. Com o contexto da pandemia pela COVID19 a procura por atendimentos de demanda espontânea e consultas agendadas reduziram drasticamente
impactando nos cuidados e vigilância em saúde. Por outro lado, aumentaram a procura por atendimentos de casos suspeitos pela COVID19 em uma comunidade onde ainda os
cuidados são precários e às orientações e troca de saberes são necessárias. Dessa maneira, organizamos fluxos de atendimentos dentro da unidade, telemonitoramento,
estratégias para manutenção dos cuidados em saúde, ações comunitárias, treinamento dos profissionais de saúde com foco nos atributos da APS.

Desenvolver ações de intervenção a curto e médio prazo durante o período de enfrentamento da pandemia pela COVID19 (sem perda no atendimento na principais linhas de cuidados como (gestantes), saúde da criança, sífilis, AIDS/HIV, tuberculose, saúde mental, diabetes e hipertensão) definindo às estratégias de acesso, abordagem comunitária, coordenação do cuidado, organização dos fluxos de atendimentos, medidas de cuidados, apoio e orientações para a população e profissionais de saúde.

Realizados encontros com associações de moradores, informantes-chave e representantes do tráfico de drogas das comunidades atendidas com foco na importância dos cuidados
comunitários, suspensão de atividades coletivas (bailes funk, futebol, e outros). Reorganização do acolhimento criando uma Equipe de Resposta Rápida (EER) para
atendimento dos casos suspeitos e uma equipe para os outros atendimentos. Adequação dos espaços físicos, treinamento da equipe de saúde, segurança e limpeza. Orientações
quanto ao uso de EPIs e higienização, e estruturação de uma sala para pessoas com necessidade de transferência para unidade hospitalares. Telemonitoramento diário dos
casos atendidos, visitas domiciliares para casos urgentes e emissão de declaração de óbito, manutenção das reuniões de equipe com foco na discussão dos casos e monitoramento
das linhas de cuidado. Contato direto da equipe com a população pelo WhatsApp fortalecendo vínculo, apoio familiar e comunitário.

Reunião com a população considerou aspectos da competência cultural e resultou no cancelamento de atividades coletivas, instauração de toque de recolher e obrigatoriedade do uso de máscaras em algumas favelas. A EER gerou eficiência no atendimento e remoção de usuários com sintomas gripais, reduzindo o tempo de permanência na unidade. Telemonitoramento diário por 14 dias dos casos suspeitos de COVID19. De março até o momento foram 929 casos suspeitos atendidos sendo 16 transferências para unidades hospitalares, e 3 declarações de óbitos domiciliares.
Satisfação com telemonitoramento expressa por ouvidorias e relatos. Manutenção dos atendimentos de demanda espontânea e linhas de cuidado. Treinamento de 66 profissionais
de saúde, reuniões de equipes quinzenais, monitoramento dos usuários por planilhas do Google Drive e agendamento de consultas/contatos telefônicos. Suporte diário em saúde
aos funcionários. Monitoramento de 32 idosos em Instituição de longa permanência.

Os atributos derivados da APS são estruturantes e necessários na micropolítica do cuidado. A ação comunitária, o telemonitoramento, a aproximação com a população revelam a potência transformadora da APS. Reorganizar o atendimento da síndrome gripal, manter os atendimentos das linhas de cuidado, e restabelecer os agendamentos têm efeitos diretos frente a 3ª e 4º onda da
pandemia representadas pelo impacto na interrupção dos cuidados das condições crônicas e dos transtornos mentais desenvolvidos.

Autores: Rafael Cangemi Reis, Garcia A. Vergara Figueroa, Leticia Marília de Almeida
Werneck dos Santos, Rafaela Giovana de Oliveira Sacramento

Participantes da experiência: Médicos preceptores, médicos residentes, enfermeiros, agentes comunitários de saúde, residentes multiprofissionais, farmacêutica, auxiliar de
farmácia, funcionários da limpeza e segurança, administrativos, gerente da unidade, técnicos de enfermagem.

Décima quarta reunião de 2021 do comitê gestor

Data:27/07

Horário: 9h às 12h

Pauta: Apresentação da Nota Técnica – Atendimento/cuidado remoto na APS pela Laines e  definição da programação do 

2º Seminário 2021 Rede de pesquisa em APS – A APS não pode parar! Continuidade do cuidado durante e após a pandemia.

2° Seminário 2021 Rede APS – A APS não pode parar! Continuidade do cuidado durante e após a pandemia

Data: 10 de agosto

Horário: 9h às 12h

Haverá transmissão pelo YOUTUBE – TV ABRASCO – https://youtu.be/IYq3gbnUgpM

A continuidade dos cuidados de rotina nas UBS durante e após a pandemia é um desafio que tem sido enfrentando com diversas estratégias, muitas dificuldades e muita criatividade por equipes de saúde da família em todo o país. Este é um desafio importante, pois em diferentes epidemias foi observado um excesso de mortes por outras causas que deixam de ser atendidas que podem superar aquelas pela doença emergente. Grávidas, hipertensos, diabéticos, demandas agudas por outros problemas seguem precisando de atenção, ações de prevenção e promoção precisam ser desenvolvidas. Durante a pandemia de Covid-19, atividades de rotina das UBS foram reduzidas, em alguns casos suspensas, com diminuição de coberturas vacinal, de atenção pré-natal, de cuidados de grupos prioritários. Gradualmente as ações de rotina das ESF vêm sendo adaptadas e retomadas.

Com que estratégias as ações vêm sendo retomadas?

Como garantir a continuidade dos cuidados durante a pandemia e enfrentar novas e antigas demandas no pós- pandemia?

O seminário tem por objetivo reforçar a necessidade da continuidade das ações de rotina das equipes da ESF durante a pandemia. Serão apresentadas e discutidas experiências e estratégias locais de continuidade do cuidado e acompanhamento dos usuários e realização de ações de saúde com apoio de recursos tecnológicos e comunicacionais introduzidos e aprimorados no dia a dia da APS.

Programação

9h Abertura: Bernadete Perez Coelho vice- presidente da Abrasco e Luiz A. Facchini- Coordenador da Rede APS

9h10 Experiências e desafios na continuidade dos cuidados na APS no SUS

Elizimara Ferreira Siqueira – Gerente de Enfermagem da SMS, Florianópolis-SC

Carlos Henrique M. Vaz – Médico de Família e Comunidade da SMS, Florianópolis-SC

Érika Formiga – Enfermeira da ESF, Crato-CE

Marina Carvalho Berbigier – Nutricionista UFRGS e UBS Santa Cecília, Porto Alegre-RS

Maria Eliene Magalhães Teixeira – Agente Comunitária de Saúde da UBS Frei Tito de Alencar – Fortaleza-CE

Representante do Conselho Nacional de Saúde

Coordenação: Aylene Bousquat, FSP/USP

11h/12h – Debate e fechamento com a coordenadora da Rede APS Lígia Giovanella (Ensp/Fiocruz)

O seminário acontecerá no dia 10 de agosto das 9h às 12h e será transmitido pelo

Youtube TV ABRASCO no link https://youtu.be/IYq3gbnUgpM

Novas evidências de eficácia e efetividade da vacina Coronavac

A vacina Coronavac é um dos imunobiológicos disponíveis no Brasil, produzido pelo Instituto Butantan. Evidências recentemente publicadas têm reafirmado sua eficácia em estudos clínicos controlados de fase III, e sua efetividade na população em geral. A seguir apresentamos os principais resultados dos estudos sobre eficácia, segurança e efetividade dessa vacina com o objetivo de contribuir com a difusão de informações relevantes para promover a vacinação contra a Covid-19 de forma segura.

Na revista The Lancet foi publicado um estudo clínico de fase III, duplo cego, randomizado e controlado por placebo realizado na Turquia. Na pesquisa participaram 10.218 voluntários de 18 a 59 anos selecionados entre 15 de setembro de 2020 e 6 de janeiro de 2021. 6.650 participantes (65,1%) receberam a vacina e 3.568 (34,9%) o placebo. Após 14 dias da aplicação da segunda dose da vacina Coronavac estimou-se uma eficácia de 83,5% (IC 95% 65,4–92,1; p <0·0001) para a prevenção de casos sintomáticos de Covid-19. Além disso, a vacina apresentou um perfil de segurança satisfatório: A incidência de eventos adversos foi baixa (18,9%), nenhum dos eventos adversos apresentados foi grave e não houve nenhum óbito durante o período de estudo; entre os eventos adversos apresentados 90,2% (3.469) foram leves (grau 1) (Tanriover et al., 2021).

No New England Journal of Medicine foi publicado um estudo de coorte observacional prospectivo para estimar a eficácia da vacina Coronavac no Chile. A pesquisa foi conduzida no período de 2 de fevereiro até 1 de maio de 2021 com 10,2 milhões de pessoas de 16 anos ou mais que estavam vinculados ao Fonasa, seguro social público de saúde. A coorte foi organizada em três grupos: aqueles que não foram vacinados, aqueles parcialmente vacinados (14 dias após a primeira dose e antes da segunda dose) e aqueles totalmente imunizados (14 dias após a segunda dose). Foram controladas caraterísticas do paciente (idade, sexo, região de residência, renda, nacionalidade, comorbilidades) que poderiam confundir a associação entre vacina e desfecho. Os resultados da pesquisa foram que entre as pessoas totalmente imunizadas, a efetividade da vacina ajustada foi de 65,9% (IC 95%, 65,2-66,6) para prevenção de Covid-19; 87,5% (IC 95%, 86,7-88,2) para prevenção de hospitalização; 90,3% (IC 95%, 89,1-91,4) para prevenção de admissão na UTI; e 86,3% (IC 95%, 84,5-87,9) para prevenção de óbito por Covid-19. Entre as pessoas parcialmente imunizadas a efetividade da vacina foi de 15,5% (IC 95%, 14,2-16,8) para prevenção de Covid-19; 37,4% (IC 95%, 34,9-39,9) para prevenção de hospitalização; 44,7% (IC 95%, 40,8-48,3) para prevenção de admissão em UTI; e 45,7% (IC 95%, 40,9-50,2) para prevenção de óbito relacionado com Covid-19. (Jara et al., 2021).

No Brasil, o Observatório Covid-19 da Fiocruz divulgou uma nota técnica sobre a efetividade da vacinação contra Covid-19 no Brasil para casos de hospitalização e óbito. O estudo foi realizado através de análises estatísticas com informação proveniente das bases de dados de vacinação SI-PNI e SIVEP-gripe do Programa Nacional de Imunização, com dados de 40 milhões de pessoas que tinham recebido pelo menos uma dose de vacina, reportados até 7 de junho de 2021. Para a vacina Coronavac com o esquema completo de duas doses estimou-se uma efetividade de 79,6% (IC 95%: 79,2–80,0) para pessoas entre 60-79 anos e de 68,8% (IC 95%: 68,2–69,5) para pessoas de 80 anos ou mais. (Villela et al., 2021).

Observa-se que os estudos divulgados até o momento sobre a vacina Coronavac tanto no Brasil quanto em outros países sugerem alta eficácia e efetividade desta vacina contra as formas mais graves da doença, hospitalizações e óbitos associados à Covid-19. Além disso é uma vacina com um bom perfil de segurança. Por tanto, o uso deste imunobiológico dentro dos planos de vacinação do Brasil e de outros países pode contribuir de maneira importante para a redução de mortes por Covid-19 e para o controle da pandemia, associado a outras medidas de vigilância em saúde que devem ser mantidas e fortalecidas.

 

Por: Diana Ruiz, doutoranda que contribui com a Rede APS

Referências

Jara A, Undurraga E, Gonzalez C. Effectiveness of an Inactivated SARS-CoV-2 Vaccine in Chile. The New England Journal of Medicine 2021 jul DOI: 10.1056/NEJMoa2107715. Disponível em: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2107715 Acesso: 12 jul 2021

Tanriover MD, Doğanay HL, Akova M, et al. Efficacy and safety of an inactivated whole-virion SARS-CoV-2 vaccine (CoronaVac): interim results of a double-blind, randomised, placebo-controlled, phase 3 trial in Turkey. Lancet. 2021 Jul doi: 10.1016/S0140-6736(21)01429-X Acesso: 12 jul 2021

Villela D, Struchiner C, Bastos L, et al. Nota Técnica: Análise de efetividade da vacinação da COVID-19 no Brasil para casos de hospitalização ou óbito. Observatorio Covid-19 Informação para ação. Fiocruz, Programa de Computação Científica, Escola Nacional de Saúde Pública, Bio-Manguinhos e Fundação Getúlio Vargas. Disponível em: https://agencia.fiocruz.br/sites/agencia.fiocruz.br/files/u34/nt_efetividade_vacinas.pdf Acesso: 12 jul 2021

 

Opas e Ministério da Saúde reconhecem experiências de excelência participantes da iniciativa “APS Forte no SUS no combate à covid-19”

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil e o Ministério da Saúde vão reconhecer publicamente 19 experiências de excelência praticadas por profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), desenvolvidas no primeiro nível de atenção. A práticas foram selecionadas pela iniciativa “APSForte no SUS – no combate à pandemia de COVID19”, lançada em maio de 2020, para identificar práticas exitosas com potencial de replicabilidade na Atenção Primária à Saúde. A cerimônia, que será realizada por videoconferência, será transmitida pelo Portal da Inovação na Gestão do SUS (www.apsredes.org), a partir das 9h30.

A iniciativa também concederá certificados de menção honrosa para 261 experiências finalistas (confira aqui). Essa seleção aponta um grupo de municípios com alta motivação e sensibilidade sobre o papel e a responsabilidade da Atenção Primária à Saúde (APS) na resposta à pandemia. Ao todo, foram analisados 1.471 relatos de práticas desenvolvidas por profissionais de todo país.

Participarão da cerimônia a representante da OPAS-OMS no Brasil, Socorro Gross, o secretário da Atenção Primária do Ministério da Saúde (Saps), Raphael Câmara, a diretora do Departamento de Saúde da Família (Desf), Renata Maria de Oliveira Costa, e representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems),Wilames Freire, que estarão presentes na sede da OPAS, em Brasília. Os autores finalistas estarão por videoconferência.

No decorrer de 2020, a iniciativa promoveu o intercâmbio de conhecimento e vivências entre os profissionais da APS que participaram de 12 debates virtuais e divulgaram os relatos de práticas no combate à covid-19 no repositório ancorado no Portal da Inovação na Gestão do SUS (www.apsredes.org). Na cerimônia, também será lançado o e-book NavegadorSUS-APS Forte no SUS, com o registro das práticas selecionadas, por meio de depoimentos em vídeo e fotografias dos autores e usuários envolvidos.

O evento será virtual, com os autores conectados on-line e transmissão no canal do YouTube da Saps e youtube do Portal Inovação em Saúde.

Confira as 261 experiências selecionadas pela iniciativa APS Forte no SUS – no combate à pandemia com menção honrosa: https://apsredes.org/boas-praticas-destacadas-em-pdf

Informações Gerais sobre o evento

Data:  16 de julho de 2021, sexta-feira

Horário: a partir das 9h30

Transmissão:  Teleconferência via  Zoom com autores, com transmissão pelo YouTube Portal da Inovação em Saúde e pelo canal do YouTube da APS

https://www.youtube.com/user/comunidadedepraticas

youtube – Portal da Inovação na Gestão do SUS – YouTube

site- www.apsredes.org

Atenção Enfermeiros da APS – Pesquisa: Práticas de Enfermagem no contexto da APS – Até 31/07/2021

Com o objetivo de compreender as práticas de Enfermagem, cenários de atuação e perfis de enfermeiros e enfermeiras do Brasil, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e a Universidade de Brasília (UnB) – em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass); o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems); Associação Brasileira de Enfermagem de Família e Comunidade (Abefaco), e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS) – realizam a pesquisa nacional “Práticas de Enfermagem no contexto da Atenção Primária à Saúde” (APS).

No Brasil, enfermeiros(as) da APS são responsáveis pelo cuidado individual, familiar e comunitário, colaborando para bons resultados do sistema de saúde, embora enfrentem diversos desafios. Nesse sentido, conhecer práticas clínicas especializadas e informadas em evidências científicas é uma estratégia para mudanças diante do quadro de dificuldades enfrentadas por estes profissionais.

“Está é uma pesquisa nacional sobre as práticas das enfermeiras e dos enfermeiros. Convido a todos os meus colegas que participem. Esta é uma oportunidade para que possamos saber quais são as nossas práticas em todos os municípios brasileiros no âmbito da Atenção Primária à Saúde”, destacou a coordenadora geral da pesquisa, Maria Fátima de Sousa.

Para tanto, serão aplicados questionários on-line e realizadas entrevistas com enfermeiros(as) de todo o país. De acordo  com o Comitê Científico e Gestor da pesquisa, os resultados da investigação contribuirão para produzir conhecimento científico, regular a profissão da Enfermagem e subsidiar gestores na elaboração e implementação de políticas públicas.

Somente enfermeiros(as) da APS e/ou Estratégia Saúde da Família (ESF) estão convidados a participar.

O acesso ao questionário pode ser feito por meio do link: questionarios.unb.br/index.php/318638?lang=pt-BR 

E para quem não preencheu todo o formulário pode terminar de responder.

Pesquisa: Desafios da Atenção Básica no enfrentamento da pandemia de Covid-19 no SUS 2021

Resumo Executivo

A pandemia de Covid-19 é um desafio sem precedentes para a ciência, para os sistemas de saúde e para a sociedade, cobrando respostas rápidas e diversas. Dentro dos inúmeros desafios dos sistemas de saúde é crucial que se discuta o papel da Atenção Básica neste enfrentamento. A preocupação sobre a resposta do sistema de saúde tem estado centrada nos serviços hospitalares e na contabilidade de leitos hospitalares e de UTIs. A reorganização dos serviços de atenção primária à saúde (APS) é imperativa, uma vez que a maioria dos casos infectados são assintomáticos ou apresentam formas leves da doença, com indicação de isolamento domiciliar, e deverão ser monitorados pela APS/AB e oportunamente  encaminhados a outros níveis do sistema, conforme necessidade. Ademais, em inúmeros municípios brasileiros o único serviço de saúde disponível são as UBS, o que reforça esta preocupação. O enfrentamento da pandemia Covid-19, além da garantia do cuidado individual requer uma abordagem comunitária de vigilância da saúde. Os serviços de atenção primária do SUS, especialmente, as equipes da Estratégia Saúde da Família, por seus atributos de responsabilidade territorial, orientação comunitária e sua forte capilaridade em todo o território nacional são os mais adequados para esta abordagem. Mais que nunca, faz-se necessária a articulação do individual com o coletivo, a atuação integrada no âmbito das unidades de saúde com os territórios, a comunidade e seus equipamentos sociais. É importante que a reorganização do processo de trabalho na APS no contexto da epidemia se faça de modo a preservar os seus atributos de acesso, longitudinalidade, coordenação do cuidado, abordagem familiar e abordagem comunitária. Ademais, é necessário manter o contato das pessoas com os profissionais de saúde que cuidam delas diariamente, para detectar precocemente a infecção por Covid-19, monitorá-la, garantir a continuidade dos cuidados dos grupos prioritários e dos usuários com doenças crônicas, cuidar daqueles acometidos das síndromes pós-covid, e promover o apoio social aos grupos vulneráveis, ao mesmo tempo em que se garantem as condições de proteção dos trabalhadores de saúde e da população.

Desta forma, o objetivo deste estudo é identificar os principais constrangimentos e as estratégias de reorganização da atenção básica utilizadas pelas Equipes da Estratégia Saúde da Família e/ou da atenção básica no enfrentamento da Covid-19 nos municípios brasileiros.

Trata-se de uma amostra nacional de UBS representativa para as cinco regiões brasileiras. As UBS sorteadas em cada Região serão contatadas por pesquisadores para convidar um profissional de saúde da UBS para preencher um questionário on line. Serão coletadas informações sobre: estrutura física da UBS e recursos disponíveis de conectividade; equipamentos de proteção individual; insumos básicos para o atendimento de usuários com quadros de Covid-19; ações de vigilância nos territórios; processo de reorganização da UBS para o cuidado a usuários com quadro de Covid-19; estratégias de continuidade das ações usualmente realizadas na UBS e uso de teleconsulta e telemonitoramento; ações comunitária e de apoio social; atuacao dos agentes comunitários de saúde; características do acesso à rede secundária e terciária nos casos que necessitam de cuidados clínicos de outros níveis; e sobre processo de vacinação contra a Covid-19.

O tempo para preenchimento do questionário é cerca de 30 minutos. A coleta de dados será iniciada em 15 de julho de 2021.

Esta pesquisa, com o formato de web-survey foi aprovada no Comitê de Ética e Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP com o CAAE 31414420.8.0000.5421 e parecer 4.827.811 de 05 de julho de 2021.

Os resultados da pesquisa serão consolidados por grandes regiões do país, analisados, sintetizados e amplamente divulgados para orientar a formulação de recomendações de iniciativas mais adequadas aos diferentes contextos nacionais, com base nas experiências e nas dificuldades encontradas.

Coordenação: Aylene Bousquat (USP), Ligia Giovanella (Fiocruz), Luiz Augusto Facchini (UFPEL), Geraldo Cury (UFMG), Maria Helena Magalhães de Mendonça (Fiocruz) e Fúlvio Nedel (UFSC

Uma iniciativa da Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde da Abrasco, com apoio da OPAS e da Umane